[música]
Tudo o que faço
Não faz sentido algum.
Todos os planos,
Meus sonhos de um futuro.
Todo tesouro que juntei até aqui.
Toda minha vida
Tentando Te encontrar...
Não vos preocupeis com o que terás
[daqui a mil anos...
Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã,
Pois amanhã...
Pertence a Deus.
Olhe pro céu
A ave em um voou.
Vede os campos,
Lírios a crescer
E a rosa já brotou.
Acaso Deus não cuida...
Pra que o voou seja mais alto?
Acaso os lírios não crescem mais?
Acaso a rosa não brotou?
Eu tento rabiscar um poema
Mas não há espaço,
E nem palavras...
Não há rima e nem compasso.
Não há tempo
E não há nada...
Tudo se escondeu.
Na tentativa de achar,
A tinta secou por esperar...
Por um verso incompleto,
Um verso perdido...
Onde eu deixei?
Em casa, na infância?
Numa tarde, num domingo?
Em lembranças,...?
Abandonado no lado de dentro
[da porta de casa?
Meio amargo, forte, fraco,
[esquecido...
Como uma gota de café
Escorrendo da garrafa...
Ao lado pulsa dor
Zunidos na madrugada
É o meu mundo
Guardado com um velho
[cadeado...
Prestes a romper,
Todos os dias...
Nas horas e
Nas coisas mais sensatas.
Estou rompendo as paredes
Jogando tudo o que não quero mais
Saindo desta órbita
Regressando ao centro...
Acordar para me encontrar
[no tempo...
Traçar um novo caminho
Criar um recomeço
E me sentir em mim
E não tão distante
Como agora...
Enfim.
Eu paro e espero o sinal abrir
Continuo a direita
Ou a esquerda do caos
E a minha paciência...
Me segue como um filho
Segurando a mão de um pai.
Converso comigo mesmo
E esqueço das palavras
Que eu pedi pra guardar.
E ainda me ensino coisas
Que eu nem sei usar.
E quando...
Ás vezes ela solta da minha mão
E corre brincando e sorrindo
Com o vento e as folhas lá fora
Que não param no lugar.
Eu me desespero mas,
Logo encontro calma.
Ela é só uma criança
Querendo brincar
Com o vento...
Deixando as coisas fora do lugar....
|
|
||||
|
||||
|
|
||||
|
||||