no Zoológico de Goiânia
às vezes não se está preso.
Agora ela não existe mais
Até que a madrugada chegue.
Ontem nossas conversas caminhavam
E ela parecia sorrir baixinho
Quando minhas palavras passavam.
A cidade pesadelo
Sozinha no frio da noite...
Um copo de café
Fumaças e brasas
Acessas e apagadas...
O ar sem oxigênio
Enchendo os pulmões de caos
E a mente de alívio momentâneo
Numa única noite de companhia
Das muitas sem sono
Hoje pudemos conversar
Ao invés de tentar dormir.
Até que ele chegasse
Conversamos...
Caráter, um livro antigo.
Em segredo nas nossas catedrais...
Conversamos até o sono bater na porta
Mesmo que as palavras insistissem em brincar
Chegou à hora de voltar
É sempre chegada à hora
De voltar à anormalidade...
À porta não era ninguém...
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