Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

 

 

 

Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol...

Hoje é tudo novo

Recordo o que ainda é sonho

E sonho o que ainda ficou...

 

Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA

Km 11

 

 

 

Não desisto e canto.

Ouço você dormir

Até que você tranqüila...

[acorde...

Escola onde estudei até os 9 anos.

Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

 

É difícil esquecer o tempo

E a vida já chora em mim...

Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA

Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.

 

 

Seguiremos assim

Enquanto houver amor

Pintando sonhos em aquarela.

Durante a viagem à casa do meu avô.

Em cima de um barco - Rio Tocantins.

 

 

Podemos sorrir o inverno

E inventar neve no verão

Houve quem nunca ficou

E quem nunca partiu...

Uma eterna amizade.

Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA

 

 

Andei até onde pude chegar

E de repente,

Há quem converse comigo.

Há quem lembre de tudo...

Até que nem tudo mudou...

sigo

Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.

 

 

 

Tudo voltou assim

E eu não soube o que fazer

As palavras... As palavras...

Como encontrar?

Casa onde morei até os 9 anos de idade

Transcametá (Br 422) Km 132 - PA

 

 

 

Os livros, os cadernos e até o pó...

Estão nos mesmos lugares

As fotos, o passado...

Ficam na estante

Eu não consigo tirá-los...

Em casa volto a ser criança...

 

Sonhei te ver descer as escadas

Mas o tempo me venceu.

Por enquanto...

Crianças que moram na Rodovia Transcametá (BR 422).

Intrafegável durante o Inverno.

 

 

Mas há sorrisos verdadeiros

E lágrimas de bondade.

Há força nos olhares,

E sonhos em tinta fresca...

Espelho d'água. Rio Tocantins - PA

 

 

 

Há coisas que mudaram.

Há mundos novos.

E muitos deixaram de lado

O azul do céu.

Alvorada no lado da UHE Tucuruí - PA 

 

 

 

Hoje eu acordei a alvorada

Fiz barulho e os pássaros voaram

Águas no céu, nuvens...

Como cordas, elas marcaram o céu.

Cortina do sol que acordou

Com meus olhos o olhando.

 

 

tudo muda
tudo se confunde, ilude...
nas luzes da cidade
não há luar...
caminhando pro outro lado
numa noite calada
sem sombras...
venta frio na orla do cais
serena finos traços e gotas
palavras e pensamentos...
a cidade tentando dormir
e eu fico em silêncio
pra que ela não acorde no meio da noite
ela soluça e caminha
e não consegue.
tenta...

e me faz companhia
nas conversas de um olhar e lágrimas
é quase dia e precisamos continuar
eu acordo e ela enfim consegue dormir
...

Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

um banco em frente
                  [à escola
nunca vazio
simples banquinho
onde se encontram
e passam histórias...
por lá a minha também
                       [passou

todos agora distantes
nem pensam mais em ti
mas... novos virão
e um dia, quem sabe!?
eu ainda te encontre ali
esperando o futuro
descer as escadas...

simples banquinho
quase sempre feliz
deixo aqui meu carinho
com nossas conversas
a tua paciência
também me ensinou...

 A casa...

de uma infância inesquecível.

 

 

 

É hora de acordar!

a hora se passou
e ninguém para abrir os olhos
de quem pensou estar seguro...
lá fora arrisca cair
aquela chuva de ontem
e até hoje, ninguém
para acordar o sol
ninguém para lavar o céu
levar abrigo...
agasalho do frio.

lágrimas começam a chuviscar...
o medo venta forte
destrói caminhos sinceros, frágeis...

Alguém caminha lá fora
em busca de um lugar
para passar a noite
mas ninguém pode ajudar
quando nunca viu o sol...

alguém bate na porta
- Vá embora, aqui não há lugar!

E eu rabisco poemas
sob o brilho fosco
palavras... um vidro quebrado
e parte da cidade ás escuras

janelas entre abertas
casas vazias,
onde mora o silêncio?

não o deixe acordar
nem avise a hora
feche bem as janelas,
tranque as portas...
não o deixe entrar,
apague a luz da lamparina
deixe-o passar...
ouça... o vento passar...

 

Há como subir aos céus...

 

 

Preciso de uns versos

Um pouco só...

Pra deixar tudo de lado

E escapar da tempestade

Sem correr.

 

Pra esperar sua vontade

Me deitar nas frases

Fechar os olhos e voar alto

Porque nem tudo é como eu quero

E é difícil sentir isso.

 

Mas você me ensina a sobreviver

Ao breve não,

E a nuvem que atrapalha os meus olhos

Vou contigo pra um lugar mais alto

Olhar numa outra direção.

 

Entender o passado

Enfrentar o presente

E buscar o teu futuro.

 

Você me responde

Me ensina a crescer

Aprendo com teus obstáculos

Te escuto e sigo em versos...

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