O céu é o meu limite...
O mundo confunde
Gira num universo de vidro
Frágeis vidas...
Escondem o grito atrás de um sorriso
Seguem as águas...
Longe da areia nascem castelos
Onde brotam sementes
Há cor e alegria...
No jardim pousam as aves
Beijam as flores
Saúdam o perfume
E voam...
Meu irmão
16
Não há mentiras pra contar
Há verdades pra sentir
Direções pra seguir
Encontros marcados
Um lugar pra repousar.
Contando os sois a sós
Deleito à noite pra ter fôlego
Durmo sonhando ouvir a porta abrir
Imaginando teu acordar
Ver-te sorrir vai ser eterno
É ter nos teus olhos a certeza
Do cuidado sem fim
Sem tempo...
Tem pouso o teu amor
Tem som de ninar
Que ouço antes que amanheça
Há manhã na tua noite
Acordo seguindo
Ouvindo tua canção
Sonhando um dia voltar...
Theral
maio
ele sempre soube
que precisava procurar
começou pelo seu quarto
não faltou nenhum lugar
no guarda-roupas,
onde guardou uma caixa com coisas antigas
encontrou cartas, um livro perdido
fotos de amigos quando ainda eram meninos.
relógios com ponteiros parados...
seus pais continuaram calados
porque só ele poderia encontrar.
continuou num armário
na sala.. gaveta por gaveta
provas, poemas esquecidos
canetas, grampos...
canto por canto ele procurou
em todos os lugares
lembranças de maio...
não conseguiu encontrar.
saiu. talvez alguma loja.
Pensou! Nelas encontramos tudo!
foi difícil explicar,
mas deixaram-no ali,
prateleira por prateleira
vitrine por vitrine
em todos os balcões
em cada seção, roupas, carteiras,
de todas as maneiras
e mais uma vez saiu frustrado.
não desistiu, andou por várias ruas
ninguém podia ajudar
mas enquanto era dia,
ainda podia continuar.
de repente caído no meio rua
ou esquecido num banco qualquer
ele precisava encontrar...
de todos os meses,
só faltavam as lembranças de maio
ele não tinha como voltar
continuou procurando
lembrou que escrever ajudava a lembrar
acabou se perdendo com tantos poemas
não soube voltar.
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