O pêndulo na parede
O tempo no passado
A poeira fina sobre os móveis em casa
A segurança e a incerteza dos meus passos
Na larga varanda...
Ouço, o sino ecoa
Mais uma badalada
Soou eu sentado na calçada
Deitado no banco do quintal de casa
Á sombra da mangueira
Que balança seus galhos
Quando o vento passa...
Seca a folha cai tranqüila,
Seguindo seu destino
Sempre calada e
Sobre a tinta desbotada
Das minhas palavras
Eu escrevo
Nas folhas velhas de um caderno.
Sobre as tardes de sol
Sobre as chuvas caindo perto da noite
Sobre o ponteiro do tempo
E as folhas que amanhecem molhadas.
Rio Tocantins no Pará
Dê-me asas para um voou mais alto
Eu me acostumei a não está sempre aqui
Sinto o céu quando fecho os meus olhos
Sinto-me flutuar e ouço o som da orquestra cantar...
Lágrimas não mais de tristeza
Tua alegria me contagia
A noite chega, mas logo é dia e...
O Senhor renova minhas forças
Até que volte
Estarei aqui,
Sentindo o céu
Lutando na guerra...
Ela tinha que lutar
Sobreviver mais um dia...
Esconder-se não adianta
Quando nós mesmos nos procuramos.
Ela tentou entender suas atitudes
Mas tudo foi em vão.
Permaneceu deitada
Sem acreditar nas marcas de sangue
Sem sentir as mãos e as pernas
Nem a vontade de correr...
Mais um dia em que o sol não brilhou
E todos os seus desejos estirados...
Apenas marcas vermelhas
E a sensação de que era tarde demais
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo, mas se sentiu morrendo.
Arrepender-se foi só o que ainda deu tempo...
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo...
|
|
||||
|
||||
|
|
||||
|
||||