Descanço

 

 

nem sempre tão calmo

calmaria se tivesse você

que disse não gritar

quando a parte me dividisse

em tudo sensato

quando perdesse o tato

sentiria o teu gosto

amargo no paladar...

pensar se seria

deixaria de ser

existiria sem ter

teria...

sem nada saber

tão certo...

tudo incerto sem você

me conto poemas cortados

corto contos e histórias

perdidos pelo quarto

sem tato sem paladar

nem boatos nem fim...

 Sobre faixas

 

a vida é assim

desse jeito

nesse tom, sem som ás vezes

sem cor, bem colorido

um ponto, reticências...

uma virgula que não pauso,

não paro

, sem final ainda

é cedo, acordo

caminho, sorrindo

cantando, tentando sobre viver

vivendo, aprendendo sem saber

sei que sigo,

movido tranqüilo...

assim é a vida, com lágrimas

molhado na chuva, de tarde

a noite, eu durmo

me cubro, com medo

assim...

a vida, movida

sensível, marcada

dura, pesada...

me calo, sem voz

sem tom, sem som

sem ser tão bom ou ruim

divido, reparto

histórias, traçados

pedaços, cortados, quebrados

espalhados...

a vida, assim,

ventando, no frio

estação, que acorda e dorme sem mim

em fim, a vida

sempre bem vinda

feliz ou triste

sempre vi vida...

...

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BRASIL , Centro-Oeste , GOIANIA , SETOR SUL , Homem , de 20 a 25 anos , Música , Livros , Uma folha de papel e uma caneta...
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