Flutuando
hoje me distraio...
e em momentos me perco
de mim já não há pensamentos
de ti eu escuto o sopro suave
do vento que desvia
dos carros lá fora e
aqui há sossego
eu vivo tudo,
único [...]
não me pergunto nada
perguntas não me deixam existir
existo perdido nos versos
que seguem calados
respirando o mesmo ar
escutando, sentindo o mesmo som
da janela de casa
...
Espontâneo
os muros do império caíram
E todos correm para
Mais longe dali...
Aquela brisa fina
Virou lama e pó
O ar não consegue mais ficar
O vento calou-se
Embaixo dos escombros
E Eu sussurro o desespero
Por não te encontrar
Cego,
[...] não vejo mais nada!
Mesmo tão perto de mim
Só ouço sussurros
E a fúria da poeira
Que se esconde no fino véu
Agora reconstroem...
Com lágrimas de ódio e
Regam as sementes que
Caíram na beira do caminho
Em terra fértil...
Brotam e morem quando
Os tanques de guerra passam
E eu estou à margem tentando te encontrar
[...]
Relógio de 1,99 sobre o Livro
O país dos ponteiros desencontrados de Flávio Moreira
é...
mais uma vez
mais um poema
perdido quando a luz se apagou
sabe,...
aqueles que mesmo
que eu tente,
não consigo lembrar!?
agora não adianta mais salvar
a cada palavra..
não reclamo,...
foi o que cada poeta moderno escolheu
o risco do melhor poema desaparecer
e agora eu tento te encontrar
em fagulhas do pensamento
nas migalhas do tempo...
relembrar o que outrora fora perfeito
só lembro de ter te citado
diraugi, sem o i...
mesmo que eu tente
não relembro os versos perdidos
mas o que vale são os versos
que sobrevivem no tempo
como as tuas palavras...
afirmando o teste do verdadeiro poeta
e eu sobrevivo...
deixo o relógio sobre a mesa
do pc sem pilha...
humilhado sem saber pra onde seguir
o tempo é meu escravo
e mesmo que tente
ele não consegue se mover
nenhum segundo...
a música como sempre toca
agora num compasso atemporal
continuarei tentando lembrar
dos teus versos
o tempo parou sobre a mesa
dos livros...
mas não para de tentar...
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