agora procuro nos escombros
algo que me lembre você
uma foto, aquela tarde...
era segunda dezesseis
você me convenceu subir
e eu nunca achei
que olhar lá de cima
fosse tão lindo...
você merecia tudo
mas escolheu voar.

a noite chegou
clara, com a lua feliz,
mas dormiu calada,
sem dizer adeus...
e o velho farol que seguia
no mesmo compasso
guiava os barcos
pra beira do cais,
que ainda está lá
sozinho como o por do sol
que nunca mais foi tão lindo
depois das asas do teu voou...

escrevi nosso nome na arvore

do bosque que secou no verão

onde as folhas caladas adubam

tentanto sobreviver

os galhos que quebram o silêncio...

 

o banco ainda sobrevive

sozinho de uma noite sem você e eu

e mesmo a companhia dos pássaros

que semeiam as ervas

que brotam na noite e secam no dia

não o deixam feliz

porque ainda está lá

gravado com a chave...

Por uma dessas ruas ouvindo música

me embalo em pequenas ondas

do rio perdido nas falhas

e sinto o vento bobo

brincando com as folhas

do "cacual" do sítio...

queimadas no fogo

dos maiores angulos...

moleques de sandalhas nas mãos

correm mais rápidos...

e esquecem dos riscos

que não formam desenhos

de cor...

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BRASIL , Centro-Oeste , GOIANIA , SETOR SUL , Homem , de 20 a 25 anos , Música , Livros , Uma folha de papel e uma caneta...
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