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Inspiro fundo e ainda parece pouco ar. Expiro e volto a inspirar. Vontade de mergulhar Nas águas do Igarapé Preto. Fechar os olhos e submergir por alguns segundos... Vontade de andar descalço pelas areias daquele lugar. Tomar benção, conversar, relembrar primeiros passos. Vontade de abraçar e sentir um beijo frágil de minha mãe no peito. De recostar minha impaciência nas palavras calmas do meu pai. Expiro e volto a inspirar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h55
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Novembrotar a esperança
Bem-te-vis na espinha da antena escondem... Pensamentos preferem os cantos...
De Novo Vem Brotando o medo silêncio dilacerado O céu pendura nuvens pesadas [talhos que sangram... Se a corda arrebenta, o mundo afunda, afoga a aurora, o pôr... Há ânsia de gritos e desespero A dor do dessossego desatina Assusta, rasga e risca a cor O arrimo da rima se parte Desaba a ponte, o porto, os passos... A tarde Os pingos escorrem Dissolvem a tinta o cinza, o fosco separam as juntas espera, junta o tempo tenta o choro esquenta Lembra? Novembrotar a Esperança (Ao meu amigo Johnatan Willow pelas lembranças de novembro)
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h33
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Depois de uma tarde Quente e cinza de Agosto, Dia de faxina nos céus. Alguém tirou as nuvens Para lavar. Agora é madrugada e Na rua pacata das luzes cansadas, Dançamos e sorrimos Um poema que a lua Inspirou num luar. Amar! Ele versa o seu abraço, Ele rima o nosso olhar. Ele diz sobre o que é belo Ele fala sobre “A”...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h23
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Distância
Distância O coração não consegue entender. Sabe que existe Por causa do compasso que muda As curvas, as rimas... O céu, o verde, o poema, o papel... Muda o clima A chuva, as lágrimas, o chão... Não muda a direção. Distância, O coração não consegue entender. Sabe que existe Porque sente... Viu... Sentiu... Vê... Nascer Saudade.

Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h30
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Enquanto há e, antes que não...

Ande com paciência, Antes que haja pressa demais;
Aqueça-se, Enquanto há cobertor e Antes que tudo se esfrie;
Chore, Enquanto há fonte e Antes que todos os corações Transformem-se em pedras;
Grite, Enquanto há quem possa ouvir; E mesmo que te chamem de louco, Sorria, pois ainda há quem Celebre a alegria...
Espere, Enquanto há quem venha te buscar e Antes que todos esqueçam...
Sonhe, Antes que precise pagar;
Cante, Enquanto há letra, Enquanto há harmonia, Enquanto exista a melodia...
Dance, Enquanto há rítmo.
Brinque, fique sério, Suba, caia, levante, chegue, desça, Perca, ganhe, seja o segundo, o terceiro... Não deixe de amar...
Ainda há tempo para celebrarmos o amor, Enquanto há amor para celebrarmos a vida que ainda Há.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h08
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Não cruze seus braços A M E
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h12
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Vidalegria

Viva a Alegria...
Alegria de ir ou ficar. Alegria de abraçar Quando a saudade sufoca. Alegria que há na dor [Sim, na dor... Quando uma parte se foi E a outra ficou.
Alegria na força do Amor, No choro da alma, No frio quando calor.
Alegria das chuvas Em tardes quentes Das mentes da gente Que faz o mundo girar.
Viva a Alegria do inverno Quando chega a primavera. Alegria das ruas vazias Das cheias, de gente, de águas Que nos fazem lembrar, pensar... [Em tanta coisa submersa... Espinhos e caminhos que sangram [Nossa mente, Que vive a tristeza que a Alegria Ás vezes precisa guardar.
Viva a Alegria do agora Quando o futuro brotar. Alegria da madrugada Quando D’alva brilhar
Alegria das horas Quando os segundos e minutos Continuam a passar
Alegria da vida que continua Quando tudo diz pra parar. Viva a Alegria Viva Alegria Seja Alegria. Vidalegria.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h00
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O que queremos pra nossa vida, está totalmente relacionado ao que podemos fazer pela vida de outros.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h57
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Não acho necessária, nem proveitosa, a pressa.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h31
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Minuto teimoso
Tava na hora desse minuto passar e chegar a hora de te ver. Mas esse minuto não passa. Ele é que nem menino que quer ser grande antes da hora. E nessa, ele é mesmo teimoso e demora mais do que devia demorar. E vai lá dizendo pro menino que é bom esperar. Porque o Sr. Tempo promove quem persiste em esperar. E assim, aquele menino minuto insiste em ficar sem passar. E espera o tempo que dá pra ficar... Ali... Parado... Esperando... O tempo passar... Ainda passar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h46
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Todos os dias de tardezinha ou de manhã cedo, ele desce os degraus da escada do porto. Lá está ele sentado na cabeceira do trapiche. Quem é? O que será ele tá fazendo? Sei lá... Será pra ver a maré subir e descer? Ouvir o barulho do barranco caindo? Não sei... Tá de frente aquela vara infincada que dança na subida [d'água. Lá vem o barco... Ah! O barco nem encosta mais. Ele nunca vai... Ele não acena, ele não grita. Só fica lá sentado balançando a perna que nem um abestado. Não tem medo de cair? Aquele trapiche já tem tábua podre. De tanto menino pular foi soltando as tábuas do esteio. Não adianta nem falar. Aqueles atentados não param. Levantou... Pode prestar atenção amanhã é de novo....
Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h25
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Parte em partes. Pedaços do dia. O sol esquenta até as mentes frias.
Ainda assim visto preto. Luto ás vezes vivo. Ás vezes, pouco importa. Muito escorre o suor.
E a tarde para quando não quero. E continua correndo quando fico.
Ameaça chover, mas não cedo. Por mim que venha tarde. Eu não vejo.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h06
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lágrimas e a conversa ao lado também é para mim caladas só eu posso sentir meu céu inundando com essa chuva de inverno além do que eu pedi bem longe de chegar o verão que está ao contrário da maré e no sentido da fé que rema...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h53
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Solidão
Ela veio de novo com passos lentos pra eu não perceber e aceitar voltar ao abismo de onde saí. Me fez assistir a vida invertida e ficar só como em qualquer despedida a dor de sentir é difícil explicar é difícil ver sair até que chegue o dia e aceite a partida a noite é eterna...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h53
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Sobre o nosso amor
E esse sentido Pode ser que o vento indique E o sol brilhe sua direção. Antes do anoitecer Caminharemos até encontrarmos. Seja então, minha companhia nesses passos... Meu silêncio esquecido Eu posso deixar para depois. Enquanto você estiver aqui Eu não preciso mais dele. Não só como antes Já somos uma canção pra cantarmos sem nos preocupar E ao tempo que tanto perguntou Ficam nossas repostas...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h34
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Eu sempre acreditei estar para sempre aqui... Apenas eu te olhar e você logo entender. E antes daquela gota molhar o chão Você a secava com uma voz de cobertor Pra eu sorrir E eu sorria, e seguia... Mas onde você está agora? Tudo isso dói demais E eu me esforço Pra esquecer, mas não está tão perto que eu possa tocar Eu nem consigo tocar Não consigo tocar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h23
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Na escada da terceira portaria por onde o vento não consegue passar e alguns desatentos ás vezes insistem em sentar eu tento escrever um poema pra escapar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h36
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Como o tempo que não volta amar podemos ir porque ele passa depressa e deixa a falta do mar quando não há... quando volto pra casa ou quando acordo. Domingo quando sigo confuso e o meu mundo para pra esperar a chuva passar Há mar seus olhos, os meus se enchem de lágrimas quando cai a chuva sinto falta de ar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h31
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Nas conversas que se vão na tua voz distante e ás vezes calada Eu fico... E no silêncio escuto ecoar a minha tristeza caminhando nesse mundo que eu tento girar. Quando não há mais amor o teto desaba e a noite é longa, acordado e sem sono. Eu tento, respiro. Espero voltar... uma carta, pensamentos, uma música que eu ouça sua voz mesmo calada a distância não pode apagar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h28
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Pegar um ônibus. Vazio na capital. É um bom sinal para sentar. Ler o artigo. Poemas passando pela janela. Pedaços de nuvens. O redor da lua. Vão e vem com a chuva. Se escondem quando não há luar. Escapam palavras que confundem. Esse mundo gira em curvas dentro de mim. Carrega pálpebras pesadas que já não consigo segurar. Fecham e abrem. Assustadas com o que diz o poeta. Entendem e deixam-me cochilar como estrofes cansadas. Noite, noite, no - i -te.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h19
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Me faz lembrar por onde passei... Vento que nunca me deixa desistir. Me ensina a respirar e voar na sua liberdade: O caminho até chegar a Ti... Refresca as muitas tardes e alegra minhas manhãs com o sorriso do sol... E quando... Eu abrir os olhos, ainda ouça as águas e sinta o céu abrigar os meus pés, Distantes do frio...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 17h54
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Quero voltar àquele lugarzinho no tempo Pra deixar uma carta para mim. Ali onde eu parei pra pensar Nos meus primeiros passos. Ali onde eu decidi te amar E não pensar em mais nada Além de você...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h41
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Lá fora o dia chora E parece sentir O que acontece aqui dentro O céu escondeu-se O sol não quis brilhar Chove fino sobre os velhos telhados E o silêncio escorre frio E cai sobre as calçadas Molhando o poeta Que sentado faz A rima incompleta De um poema que não quer terminar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h46
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Até onde chegaremos Indo tão longe assim? O que conseguiremos ver Do alto de nossa própria roda gigante?
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h40
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E chegou o ponteiro Onde um dia teria que chegar Continua cansado Mas sem parar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h37
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Outro dia, Algo tão comum assim Noites quentes como as manhãs enfim Teu sorriso, Um abrigo mesmo aqui. Abro a porta, Já é hora de partir. E dos teus olhos a força que me fez seguir Além desses muros que choram Cegas lágrimas num disfarce de sorrisos sem amor Outro dia, Algo tão comum assim Noites quentes, Onde estás enfim? Teu sorriso já não está aqui Abro a porta, Para onde devo ir? Ás vezes é tarde demais acabou. Não há mais como voltar atrás E tudo aquilo que você conquistou Ficou jogado. E no peito a dor De ter pedido a força e o amor. De está sozinho E não saber como continuar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h35
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Eu não a conheço mais Nunca conheci Senti meu coração batendo forte Pareceu medo... Eu fui um estranho em pé na calçada Um alguém sem nome E sem saber o que fazer. E o trem partiu E eu não sorri mais Não cantei, não sonhei, Não a vi, Não escrevi...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h30
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Em circulo, Molha a grama E a calçada quente De uma tarde de setembro Sem esperança... Me deixa tonto.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h27
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Que impaciência é essa que me corrói? Não me deixa espaço E me faz voltar no tempo Como se os anos fossem dias E os teus lábios fossem meus. As minhas palavras... Tudo o que eu falo não me pertence mais Meus pensamentos, meus sonhos... O castelo dos meus sonhos Que pareceu desabar Ainda é miragem no meu mundo E tão real Que abro a porta E entro novamente em casa... No meu quatro Há livros e poemas espalhados. Lençóis desarrumados... E o sol entra pela janela É hora de acordar Mas eu me perdi hoje Das horas e do lugar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h20
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Onde está o meu bem Que ouve canções de amor E que guarda rascunhos de mim? Onde está você, Que me faz companhia E quase sempre sorri Das coisas que eu digo? Onde está os seus olhos Que ás vezes molhados Me imploram um pouquinho de mim? Onde está a melodia da canção Que um dia eu fiz para ti? E então chega o sol, Faz chuva e luar E nada encontra você. Onde estão suas mãos Que seguravam as minhas Enquanto eu dormia? Onde está a poesia Com rima, com brilho? Já deixou de existir...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h27
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Descobri que não sou um ator E que a vida não é mais um Desses palcos e um refletor Atrás de um mundo Escondendo lágrimas e dor... De repente uma flor Não quis se abrir, De repente o meu dia escureceu De repente você Não está mais aqui... Encoste a porta E não deixe ninguém entrar Me dê um momento do seu amor Já não consigo mais agüentar Tanto tempo longe assim...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h51
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Por onde você anda?
Tenho sentido tanto sua falta.
As nossas conversas
Ainda estão aqui
Ecoando nas paredes por toda casa.
Abra a porta meu bem...
Todas as vezes que abro a porta
Eu sinto o teu cheiro
E ouço você sorrir.
Há crianças sorrindo...
Querida,
Tente entender minhas atitudes,
Mesmo que elas não façam sentido algum.
A minha intenção não foi errar,
Mas sempre ter você aqui.
O que foi meu bem?
Agora tudo virou de cabeça pra baixo
E eu me sinto perdido
Sem você do meu lado...
Quando eu te encontrar
Quero te abraçar
E começar um mundo novo
Abra a porta meu bem
Há crianças sorrindo...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h45
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Saudade de setembro
Eu sinto saudade das flores de setembro,
Outubro,
Vem já noite.
Acordo na madrugada
E não há cor,
Não há primavera...
Tudo escureceu.
E ela...
A vida continua nua
Tão fria como a rua
Molhada lá fora...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30
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A tempestade e o dia

A tempestade apontou no horizonte
Seguindo o caminho das lágrimas.
Correu pra casa e fechou as janelas
E o mundo inundou,
A luz acabou.
Sem saber onde há porta,
Ficou parado esperando a chuva passar
Mas ela não passou...
E ficou a noite toda
Ouvindo o frio
E o medo cantando uma canção.
Contando os segundos para chegar o dia
E chegou a hora
Mas ele também não apareceu.
E elas começaram a cansar,
Um ponteiro de cada vez
Pareceu parar...
Afogados...
Dando seus últimos suspiros
Na esperança de um dia chegar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30
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*Capa de um cd, acho que do Staind.
Eu queria voltar lá
Porque todos parecem tristes
Quando chegam aqui.
O passageiro de onde partiu,
A folha que caiu em uma tarde de setembro,
Flores de uma primavera,
Voam como O minuto atrás...
Calor seco e sem palavras
Que refresquem a alma.
Porque foi ao mar,...
[O vento,
No mar do silêncio,
Escutar batidas leves
De uma velha canção
Que sempre canta
Pra ninguém ouvir...
Já ele, insiste em tocar,
[seguir...
E ouve histórias...
Meninos, adultos,...
[Agora crianças,
Cantando saudade...
Coisa que ninguém consegue entender
Nem mesmo explicar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h08
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Leio o poema sem palavras... você entende?
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h18
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[música]
Lá vai o sol
E a tarde...
Só a saudade há.
Lá vem a noite
e na verdade...
Eu sei, sim eu sei
Que aqui e além do horizonte.
Tu estás a acalmar
E abrigar o meu descanso.
Vou caminhando
e na cidade
todos sãs sempre vão
e estão procurando a verdade
um sentido, o caminho...
e na verdade...
Eu sei, sim eu sei
Que o meu Deus, o meu rei
É o meu consolo...
Toda lágrima,
E a falta que há em mim...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h14
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Hoje eu entendo...
Teu sorriso, a tua voz...
E o que antes eu não entendia.
Hoje eu entendo...
As palavras que saiam sem pensar
E o desejo de ficar perto.
Hoje eu entendo,
Que pensar em você
É como vento suave na flor,
E ela sorri...
E ele leva o seu cheiro,
Brincando com a distância,
Detalhe que ele nem percebe...
Resta, ás vezes, esperar, e...
A aurora vem,
Fazendo meu mundo brilhar.
Acordando os meus sonhos
E me ensinando a lutar...
Lado a lado com você
Amor...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h12
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[música]
Tudo o que faço
Não faz sentido algum.
Todos os planos,
Meus sonhos de um futuro.
Todo tesouro que juntei até aqui.
Toda minha vida
Tentando Te encontrar...
Não vos preocupeis com o que terás
[daqui a mil anos...
Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã,
Pois amanhã...
Pertence a Deus.
Olhe pro céu
A ave em um voou.
Vede os campos,
Lírios a crescer
E a rosa já brotou.
Acaso Deus não cuida...
Pra que o voou seja mais alto?
Acaso os lírios não crescem mais?
Acaso a rosa não brotou?
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h49
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Eu tento rabiscar um poema
Mas não há espaço,
E nem palavras...
Não há rima e nem compasso.
Não há tempo
E não há nada...
Tudo se escondeu.
Na tentativa de achar,
A tinta secou por esperar...
Por um verso incompleto,
Um verso perdido...
Onde eu deixei?
Em casa, na infância?
Numa tarde, num domingo?
Em lembranças,...?
Abandonado no lado de dentro
[da porta de casa?
Meio amargo, forte, fraco,
[esquecido...
Como uma gota de café
Escorrendo da garrafa...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h42
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Ao lado pulsa dor
Zunidos na madrugada
É o meu mundo
Guardado com um velho
[cadeado...
Prestes a romper,
Todos os dias...
Nas horas e
Nas coisas mais sensatas.
Estou rompendo as paredes
Jogando tudo o que não quero mais
Saindo desta órbita
Regressando ao centro...
Acordar para me encontrar
[no tempo...
Traçar um novo caminho
Criar um recomeço
E me sentir em mim
E não tão distante
Como agora...
Enfim.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h45
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Eu paro e espero o sinal abrir
Continuo a direita
Ou a esquerda do caos
E a minha paciência...
Me segue como um filho
Segurando a mão de um pai.
Converso comigo mesmo
E esqueço das palavras
Que eu pedi pra guardar.
E ainda me ensino coisas
Que eu nem sei usar.
E quando...
Ás vezes ela solta da minha mão
E corre brincando e sorrindo
Com o vento e as folhas lá fora
Que não param no lugar.
Eu me desespero mas,
Logo encontro calma.
Ela é só uma criança
Querendo brincar
Com o vento...
Deixando as coisas fora do lugar....
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h36
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A você que se encontra sozinho
A você que me surpreende
Em uma noite de domingo
Daquela que decidi não sair
Tão longe...
Fui apenas à praça perto de casa
Pra respirar fundo
A você, que me faz pensar
Já ter esquecido de uma amizade
A você que também me lembra
Que é impossível vê-la morrer
A você que liga só pra me deixar feliz
A você que me conta sonhos bobos
E que também acredita nos meus
A você que tão diferente de mim
Sabe a medida certa de me completar
A você que quase não tem palavras
E quando tem não sabe como usá-las
E que não se importa tanto
Com essa ausência
Mesmo porque,
Prefere não me deixar falar
E isso me lembra a calmaria
Ela existe...
Conseguimos escutar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h50
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Tudo bem...
Descanse os pulmões
E respire mais fundo
Antes de continuar...
Insista em mais uma tentativa
Mas nunca pare de lutar.
Em frente acabamos percebendo
Que quando tudo passa,
Tudo ainda faz falta...
Então tentamos entender,
Mas nada
É tão óbvio assim...
Então tentamos esquecer,
Mas nada
É tão fácil assim...
Confie,...
Explodir não traz respostas.
Experimente!
Há sempre uma mesa perto de você,
Uma parede...
Não adianta!
Lágrimas à noite,
Gritos mortos no lençol,
Cordas penduradas de um varal
Sorrisos,...
Como pássaros secando no sol.
Entenda
Não há como entender
Pense
Não há como pensar
Sinta
Só há como sentir
Mas não há como explicar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h51
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Preciso de uma hora
Ter duas para mim é demasia
O ócio me faz mal
Te olhar nos olhos
É como ler no escuro
Você não me diz nada
E eu continuo tentando
Palavras cruzadas
Com perguntas sem bússola
E você me diz
Que ainda é cedo
Como se eu não sentisse
[o tempo passar...
E ele passa...
Levando de mim tudo
Menos lembranças
Que são pesadas demais.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h07
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Não tente agradar as pedras
Se as águas lhe cobrem...
Mesmo que você tente explicar aos reis,
Que os servos também reinam,
Eles nunca aceitarão.
Assim como os servos,
Que nunca entenderão
O reinado de alguns reis que também serviram.
Poucos menores entenderão
Que são tão grandes quanto os maiores.
Exceção os maiores,
Que saberão ser grandes,
Sendo os menores.
Alguns sem saber
São os herdeiros da verdade.
Outros bem querem,
Mas vencem a vida com mentiras.
Mentindo a idade, mentindo lealdade,
Mentem a bondade,...
A alegria com falsidade...
Mentem e acabam esquecendo
De contar ao tempo
E tudo é em vão
E vão...
Correndo como crianças
Tropeçando com taças de vinho nas mãos.
Barquinhos de papel
Na correnteza da chuva sempre vão
E não voltam mais...
Enquanto uns choram a morte,
Outros morem para viver.
Enquanto uns tentam a sorte
Outros lutam para vencer.
Três e mais um jovem
Lutaram pela liberdade sem asas
Pelo voou sem pouso...
Quatro e mais um jovem
Voaram e esqueceram de voltar
E aos que ficam...
Cinco e mais um jovem
Sempre ficam
E nunca entendem
Por não querer entender...
Que vidro quando quebra
E papel quando molha e rasga
Não há quem os emende...
Vida... Que a ida sem apreender
Não volta pra despedida...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h56
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Decidi postar algo totalmente diferente do que costumo. Espero que gostem. E por incentivo, rsss, não deixem de comentar.
Um dia de garçom: Criando e Quebrando Protocolos.
Não faça isso com as taças, elas custam caro.
É! Eu passei por essa experiência.
Bem. Muitos perguntaram: Como foi? Eu disse: Como tantas outras situações e momentos, há aqueles que não conseguimos expressar ou explicar. Ou seja, só há como você saber, sentindo. Portanto, assim que puder, Sinta. Seja o seu próprio conhecimento e sirva de experiência para você mesmo.
Mas àquelas que conseguimos expressar. Vou compartilhar um pouco dessa experiência, das percepções, dos sentidos, situações... Enfim.
A primeira: Está de gravata preta, calça preta, cinto preto, ou seja, traje social, melhor, uniforme de garçom, não significa necessariamente está de sapato preto. Um tênis não fará diferença pros outros. Somente pra você. Eles dificilmente observarão esse detalhe. Você entenderá bem do que estou falando quando chegar ao final da festa. Seus pés lhe explicarão melhor.
A Segunda: devemos sempre servir pela direita e retirar pela esquerda. É, eu sei! E quase todos já sabem disso também. Quase todos! Porque eu não sabia.
Mas entenda uma coisa. Em uma mesa lotada, onde caberiam quatro cadeiras e que agora possuem sete, abrirão espaço pra você, na maioria das vezes, pela esquerda. Pra eles não importa. Eles querem tomar algo. Então sirva.
Aí está a terceira. O que servi? Bem. Quando você está com água, querem coca-cola, quando você leva coca-cola, perguntam se não tem água. Certo. Eu levei os dois em uma única bandeja. Então perguntaram se não tinha guaraná. Tudo bem. Não é sua culpa se a maioria não sabe o que quer. Ah! Não é sua culpa também se, H20 e H2OH são palavras homófonas. Sirva. Eles saberão o que você quis dizer quando beberem.
Um conselho pra você mesmo. Eu sei. Você estará ali para trabalhar. Mas ninguém irá perceber também, se você se diverte enquanto faz isso. Pode ter certeza, a noite passará muito mais rápida.
Então, se houver música cante, se houver algo engraçado sorria. E mesmo que acabe o refrigerante também sorria, tem sempre água.
Mas haverá uma hora em que ninguém irá querer beber nada. Essa é a hora de servir o jantar.
Uma particularidade. No jantar em que eu fui, era um desses que formam filas e o garçom é quem serve. E sobre a fila? Bem. Pense comigo. Na fila só há brasileiros. Brasileiros não desistem nunca. Você terá certeza disso. Porque sempre haverá fila enquanto houver comida.
Então chegará um momento que será necessário informar que o arroz acabou. Sério! Acabou mesmo! Alguém dará a notícia. Calma, fique tranqüilo. Porque só será necessário informar para o primeiro da fila.
Acredite. Em pouco tempo a notícia irá correr e quando chegar ao final dela, todos entenderão que, além do arroz, também acabou o estrogonofe, a salada, a batata...
Tudo bem. Haverá alguns resmungando, mesmo de barriga cheia. Sabe! Mulher grávida? Pois é, agumas dirão:
_ Se o meu filho nascer com cara de arroz, a culpa será sua!
Não carregue esse peso sobre você. O filho puxará o pai e a mãe.
Mas continuemos. Desculpe-me, perdi a conta. Não tem importância.
Todos sentados e de repente, aquela fila se formando novamente. Que bom! Pelo menos nessa hora você irá lembrar-se de mim. Mas não crie pânico. É que a sobremesa está sobre a mesa. Que bom se for sorvete, principalmente se for de um único sabor ou dois no máximo Porque nesse caso, aquele conselho de que a fila só acabará quando a comida acabar, não vale. Acredite! Eu sei, são brasileiros. Mas não há como comer tanto sorvete de um único sabor como sobremesa. Mas você poderá tirar uma outra conclusão: todos jantaram bem.
Não posso me prolongar tanto, porque senão você poderá concluir, antes que eu afirme. Tudo isso demora muito e a festa acabará. E você terá que continuar lá. Entende? Para lavar os pratos, as taças, os talheres, as bandejas... Um conselho pra quem organiza: Se no início da festa houver dez garçons, conte somente com três para o final dela. Isso mesmo. Qual a lógica? Não parei pra pensar nisso. Bem! Você pode subtrair setenta por cento do total de garçons. O restante é o que estará com você até o final. rssss
Tudo bem. Vamos para o final, já estou me sentindo cansado de lhe servir de experiência. Então entenda. A parte boa é que você jantou antes que todos e não foi necessário esperar numa fila pra isso. Além disso, sobre a mesa da cozinha haverá, além de água, coca-cola, guaraná, suco... e sobremesa, mas por favor, sirva-se.
Um detalhe. Só haverá ônibus rodando novamente, à partir das cinco da manhã.
Eu sei, você já entendeu.
fike na Paz!
(Mateus 20:28) - "...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."
Escrito por Valdoílo Damasceno às 03h40
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Olá! Algumas fotos no blog estavam sem história. Então decidi adicionar suas devidas legendas.
Algumas ainda não possuem, mas estou trabalhando para isso.
Espero que gostem. Não deixe de comentar!
Fike na Paz!
Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h37
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Elas lutam um mar
Para estar aqui...
Entre Cáspio e Galiléia
Seguem caminhos sem trilhas.
Guiadas por ventos sem rosas.
Juntas por vidas inteiras.
Por um beijo só...
Navegam noites em si
Como Khazar...
Mas o sol vem
E o calor leva sonhos
Que sobem até caírem,
Voltando perdidas em brisas finas...
Para oceanos sem lar
Mais próximas do sonho de criança
Quando, soando canções de ninar
nas areias da praia
Elas conseguirem dormir
e novamente sonhar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 15h23
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no Zoológico de Goiânia
às vezes não se está preso.
Agora ela não existe mais
Até que a madrugada chegue.
Ontem nossas conversas caminhavam
E ela parecia sorrir baixinho
Quando minhas palavras passavam.
A cidade pesadelo
Sozinha no frio da noite...
Um copo de café
Fumaças e brasas
Acessas e apagadas...
O ar sem oxigênio
Enchendo os pulmões de caos
E a mente de alívio momentâneo
Numa única noite de companhia
Das muitas sem sono
Hoje pudemos conversar
Ao invés de tentar dormir.
Até que ele chegasse
Conversamos...
Caráter, um livro antigo.
Em segredo nas nossas catedrais...
Conversamos até o sono bater na porta
Mesmo que as palavras insistissem em brincar
Chegou à hora de voltar
É sempre chegada à hora
De voltar à anormalidade...
À porta não era ninguém...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h05
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Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol...
Hoje é tudo novo
Recordo o que ainda é sonho
E sonho o que ainda ficou...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h51
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Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA
Km 11
Não desisto e canto.
Ouço você dormir
Até que você tranqüila...
[acorde...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h47
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Escola onde estudei até os 9 anos.
Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
É difícil esquecer o tempo
E a vida já chora em mim...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h45
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Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA
Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.
Seguiremos assim
Enquanto houver amor
Pintando sonhos em aquarela.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h44
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Durante a viagem à casa do meu avô.
Em cima de um barco - Rio Tocantins.
Podemos sorrir o inverno
E inventar neve no verão
Houve quem nunca ficou
E quem nunca partiu...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h43
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Uma eterna amizade.
Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA
Andei até onde pude chegar
E de repente,
Há quem converse comigo.
Há quem lembre de tudo...
Até que nem tudo mudou...
sigo
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h41
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Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.
Tudo voltou assim
E eu não soube o que fazer
As palavras... As palavras...
Como encontrar?
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h38
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Casa onde morei até os 9 anos de idade
Transcametá (Br 422) Km 132 - PA
Os livros, os cadernos e até o pó...
Estão nos mesmos lugares
As fotos, o passado...
Ficam na estante
Eu não consigo tirá-los...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h38
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Em casa volto a ser criança...
Sonhei te ver descer as escadas
Mas o tempo me venceu.
Por enquanto...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h35
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Crianças que moram na Rodovia Transcametá (BR 422).
Intrafegável durante o Inverno.
Mas há sorrisos verdadeiros
E lágrimas de bondade.
Há força nos olhares,
E sonhos em tinta fresca...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h33
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Espelho d'água. Rio Tocantins - PA
Há coisas que mudaram.
Há mundos novos.
E muitos deixaram de lado
O azul do céu.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h31
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Alvorada no lado da UHE Tucuruí - PA
Hoje eu acordei a alvorada
Fiz barulho e os pássaros voaram
Águas no céu, nuvens...
Como cordas, elas marcaram o céu.
Cortina do sol que acordou
Com meus olhos o olhando.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h29
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tudo muda tudo se confunde, ilude... nas luzes da cidade não há luar... caminhando pro outro lado numa noite calada sem sombras... venta frio na orla do cais serena finos traços e gotas palavras e pensamentos... a cidade tentando dormir e eu fico em silêncio pra que ela não acorde no meio da noite ela soluça e caminha e não consegue. tenta...
e me faz companhia nas conversas de um olhar e lágrimas é quase dia e precisamos continuar eu acordo e ela enfim consegue dormir ...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h28
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Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
um banco em frente [à escola nunca vazio simples banquinho onde se encontram e passam histórias... por lá a minha também [passou
todos agora distantes nem pensam mais em ti mas... novos virão e um dia, quem sabe!? eu ainda te encontre ali esperando o futuro descer as escadas...
simples banquinho quase sempre feliz deixo aqui meu carinho com nossas conversas a tua paciência também me ensinou...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h27
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A casa...
de uma infância inesquecível.
É hora de acordar!
a hora se passou e ninguém para abrir os olhos de quem pensou estar seguro... lá fora arrisca cair aquela chuva de ontem e até hoje, ninguém para acordar o sol ninguém para lavar o céu levar abrigo... agasalho do frio.
lágrimas começam a chuviscar... o medo venta forte destrói caminhos sinceros, frágeis...
Alguém caminha lá fora em busca de um lugar para passar a noite mas ninguém pode ajudar quando nunca viu o sol...
alguém bate na porta - Vá embora, aqui não há lugar!
E eu rabisco poemas sob o brilho fosco palavras... um vidro quebrado e parte da cidade ás escuras
janelas entre abertas casas vazias, onde mora o silêncio?
não o deixe acordar nem avise a hora feche bem as janelas, tranque as portas... não o deixe entrar, apague a luz da lamparina deixe-o passar... ouça... o vento passar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h11
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Há como subir aos céus...
Preciso de uns versos
Um pouco só...
Pra deixar tudo de lado
E escapar da tempestade
Sem correr.
Pra esperar sua vontade
Me deitar nas frases
Fechar os olhos e voar alto
Porque nem tudo é como eu quero
E é difícil sentir isso.
Mas você me ensina a sobreviver
Ao breve não,
E a nuvem que atrapalha os meus olhos
Vou contigo pra um lugar mais alto
Olhar numa outra direção.
Entender o passado
Enfrentar o presente
E buscar o teu futuro.
Você me responde
Me ensina a crescer
Aprendo com teus obstáculos
Te escuto e sigo em versos...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h45
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Margem esquerda do Rio Tocantins na Cidade de Tucuruí
Numa manhã e tarde de nuvens e sol
Dê-me suas mãos
Caminharemos juntos
Pela cidade das minhas saudades
Veremos o pôr do sol
Esperaremos o luar chegar
Sentados no final da rua
De frente pro rio...
Onde muitas vezes fiquei só
Vendo a lua beijar as águas
Contaremos nossos sonhos
E seremos um só...
Dê-me os pensamentos
Que sempre guardou
E guarde os sentimentos que te dou.
Sussurre sua música
Quero fechar os olhos
Ouvir tua voz, sentir teus lábios
Ouça os meus versos e sorria pra mim
Algumas palavras só farão sentido aqui...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h45
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Meus pés sobre o barco sobre as águas...
Ontem a noite era você
E lembramos do que ainda ficou.
Foi bom ouvir você sorrindo
Saber que agora irá sobreviver.
Eu também estou mais forte
Desde quando perdi o sono,
Hoje já consigo dormir.
Mas ficamos acordados
E você me disse o que eu já sei:
Não podemos explicar
Porque o vento não sopra
Apenas para o Norte.
Não conseguimos deixar de lado
E o tempo não é tão senhor assim
Ele parece brincar conosco
E nós ainda sorrimos
Precisamos continuar
Hoje já conseguimos sonhar
Além de nós...
Afinal há você e eu
Ás vezes tudo parece tão lindo
Mas caio em mim e não é tanto assim
Ainda prefiro meu lugar em casa
Seu sorriso me esperando ás onze
E o tempo correndo como criança
Brincando enquanto nos espera...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h15
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O céu é o meu limite...
O mundo confunde
Gira num universo de vidro
Frágeis vidas...
Escondem o grito atrás de um sorriso
Seguem as águas...
Longe da areia nascem castelos
Onde brotam sementes
Há cor e alegria...
No jardim pousam as aves
Beijam as flores
Saúdam o perfume
E voam...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h31
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Meu irmão
16
Não há mentiras pra contar Há verdades pra sentir Direções pra seguir Encontros marcados Um lugar pra repousar. Contando os sois a sós Deleito à noite pra ter fôlego Durmo sonhando ouvir a porta abrir Imaginando teu acordar Ver-te sorrir vai ser eterno É ter nos teus olhos a certeza Do cuidado sem fim Sem tempo... Tem pouso o teu amor Tem som de ninar Que ouço antes que amanheça Há manhã na tua noite Acordo seguindo Ouvindo tua canção Sonhando um dia voltar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h16
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Theral
maio
ele sempre soube que precisava procurar começou pelo seu quarto não faltou nenhum lugar no guarda-roupas, onde guardou uma caixa com coisas antigas encontrou cartas, um livro perdido fotos de amigos quando ainda eram meninos. relógios com ponteiros parados... seus pais continuaram calados porque só ele poderia encontrar.
continuou num armário na sala.. gaveta por gaveta provas, poemas esquecidos canetas, grampos... canto por canto ele procurou em todos os lugares lembranças de maio... não conseguiu encontrar.
saiu. talvez alguma loja. Pensou! Nelas encontramos tudo! foi difícil explicar, mas deixaram-no ali, prateleira por prateleira vitrine por vitrine em todos os balcões em cada seção, roupas, carteiras, de todas as maneiras e mais uma vez saiu frustrado.
não desistiu, andou por várias ruas ninguém podia ajudar mas enquanto era dia, ainda podia continuar. de repente caído no meio rua ou esquecido num banco qualquer ele precisava encontrar...
de todos os meses, só faltavam as lembranças de maio ele não tinha como voltar continuou procurando lembrou que escrever ajudava a lembrar acabou se perdendo com tantos poemas não soube voltar.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h34
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Viagem à Caldas Novas - GO
o vento sopra contrário, mas eu sigo quero flutuar nos teus céus de volta ao lugar de onde nunca sai... me vejo no teu sorriso nas tuas lágrimas de alegria sinto o teu cuidado posso tocar o teu abraço...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h18
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Garoto brinca com as águas dos chafarizes em Caldas Novas
a página rasgada do livro
das palavras perdidas no vento
do litoral das águas que não voltam
mas deixam marcas na areia
a chave perdida
da porta encostada
de quem saiu
com lágrimas caladas...
e que só choram no silêncio
depois da curva...a distância.
com ela somos sempre
crianças sem balanço
esperando alguém nos buscar.
doentes sem cura
no calor sem sombra,
sobram lembranças
que sempre vão ficar
sorrisos e alegria
aventuras e poesia
distância...
como seria você
sem nossas histórias?
não sobreviveria
em horas monótonas...
não saberia o caminho
de casa e nem porque voltar.
não cantaria
e nem teria motivos pra continuar
lendo esse livro sem páginas...
maldita e temida saudade
me embalo pra continuar voando
e vivendo longe de ti
um dia, quem sabe?
me contento com um abraço
de olhos fechados
nos teus braços
e logo acordar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h49
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O pêndulo na parede
O tempo no passado
A poeira fina sobre os móveis em casa
A segurança e a incerteza dos meus passos
Na larga varanda...
Ouço, o sino ecoa
Mais uma badalada
Soou eu sentado na calçada
Deitado no banco do quintal de casa
Á sombra da mangueira
Que balança seus galhos
Quando o vento passa...
Seca a folha cai tranqüila,
Seguindo seu destino
Sempre calada e
Sobre a tinta desbotada
Das minhas palavras
Eu escrevo
Nas folhas velhas de um caderno.
Sobre as tardes de sol
Sobre as chuvas caindo perto da noite
Sobre o ponteiro do tempo
E as folhas que amanhecem molhadas.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h50
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Rio Tocantins no Pará
Dê-me asas para um voou mais alto
Eu me acostumei a não está sempre aqui
Sinto o céu quando fecho os meus olhos
Sinto-me flutuar e ouço o som da orquestra cantar...
Lágrimas não mais de tristeza
Tua alegria me contagia
A noite chega, mas logo é dia e...
O Senhor renova minhas forças
Até que volte
Estarei aqui,
Sentindo o céu
Lutando na guerra...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h57
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Ela tinha que lutar
Sobreviver mais um dia...
Esconder-se não adianta
Quando nós mesmos nos procuramos.
Ela tentou entender suas atitudes
Mas tudo foi em vão.
Permaneceu deitada
Sem acreditar nas marcas de sangue
Sem sentir as mãos e as pernas
Nem a vontade de correr...
Mais um dia em que o sol não brilhou
E todos os seus desejos estirados...
Apenas marcas vermelhas
E a sensação de que era tarde demais
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo, mas se sentiu morrendo.
Arrepender-se foi só o que ainda deu tempo...
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h50
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Acapamento em 2008
as coisas realmente mudaram
agora percebo
que realmente somos vulneráveis
sempre fomos...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h50
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Seu primeiro dia de aula
Sugiro um bom motivo
Pra deixar tudo de lado
Sugiro respirar bem fundo
Antes de dizer adeus!
Toda liberdade tem seu preço
Pague caro, mas seja livre
Assim que puder...
Escolha as melhores músicas
Alguns livros e siga,...
Siga em frente...
Mas desvie sempre que necessário.
Corra e ande sem se preocupar com o tempo
Ame sem esperar um momento
No amor qualquer momento é ideal...
Mas...
E quando estiver cansado?
Sente-se pra vê os sóbrios passarem
Lê-los vai ser engraçado
Suas verdades terminam
Nas próprias calçadas...
Suas mentiras dormem nos seus braços...
Fingindo inocência,...
Gritam suas ignorâncias,
Sorriem suas maldades.
Disfarçam seus medos,
Se enganam com máscaras...
Mas durma,uma música ou o livro...
Invente, crie, faça o mundo girar...
Role de tanto ri,...
E quando estiver bem
Siga em frente...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h11
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Praça Cívica,
meu avô lá atraz.
vou e voou...
sobre os teus passos
nas tuas asas...
consigo te ver além...
no novo ano dos velhos humanos
eu consigo te encontrar
todos os dias
na minha força
na minha natureza,
que eu nunca sei controlar!
eu preciso de um momento sozinho
ouvindo apenas as batidas do meu coração e
você é a voz e as minhas palavras
no silêncio das lágrimas...
na distância e na saudade!
na perda...
e na ausência da essência...
na tarde eu vejo a chuva cair
e sempre paro pra pensar...
nos que vão, nos que ficam
nos que esperam...
para onde as águas seguem,
será que há um novo sol,
e novas nuvens?...
minhas dúvidas são sempre
razão para continuar contigo
porque do teu lado
eu sempre encontro sentido...
escudo para os meus próprios erros
corragem para os meus próprios medos...
continuo tranquilo enquanto a chuva passa
movido pela música
tradução do meu espírito
e sentimento...
eu caminho passo a passo
seguindo as marcas
das águas de um estreito rio...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h03
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"Os meus pés estão no chão
e a cabeça nas alturas...".
Resgate
os desvios cruzam meu caminho
tento entender as marcas
do que foi jogado no chão
não consigo,...
passo sem encontrar respostas
passo, discordo, suporto
sacrifícios para tudo,
de tudo eu tento seguir sem desviar
talvez você ouça meu grito
em silêncio na noite
no silêncio da noite
olho nos olhos mas não há respostas...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h03
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Papel, Cordas e Rosas em preto e branco
fim de ano. Virada 2007 - 2008
eu já não consigo esquecer
fiz de tudo para não cair novamente...
tudo sempre parece ser distante
como se esquece qualquer tempo?
você fica em mim
sem eu perceber
invade meu sono
na ponta dos pés
sem fazer barulho
e os meus sonhos que não planejei...
sem saída eu preciso
esquecer...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h04
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Um grande homem
eu te desapontei
e vi as lágrimas nos teus olhos
você abaixou a cabeça...
mas não disse nada.
eu não deveria ter errado
mas cai no erro que julguei
vítima das minhas palavras
eu sei que não devo ficar aqui
você nunca me abandonou
mas as mãos que eu sempre segurei
eu não sinto mais...
vítima das minhas palavras
me deixei aqui
um mínuto no meu mundo
agora eu sinto quem realmente sou
olhando nos meus olhos
eu entendo o teu abraço
olhando nos meus olhos
eu sinto o teu amor
eu te vejo nos meus olhos
uma lágrima...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h02
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2007
hoje eu sei que posso ír mais longe mesmo distante eu te sinto no meu ar, flutuando e rompendo as barreiras... eu fecho os meus olhos e te vejo subindo as escadas sorrindo um sorriso de menina... brincando com a chuva misturadas com as lágrimas no vidro da janela em casa... e você não desiste de tentar porque ainda podemos ir mais longe mas, nunca mais distantes... vou subir o mais alto que conseguir vou sentir a liberdade pulsar nos meus caminhos vou subir e te encontrar dançaremos sozinhos, e sentiremos a verdadeira liberdade... o sol ficará em nossas mentes pra nunca mais se por.
Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h58
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A loucura finge que tudo isso é normal... Eu finjo ter paciência...
(recorte de uma música)
Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h11
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Final do ano 2007
a cidade ficou pequena
o sol desapareu na fumaça
e eu caminho e esqueço do
calor dessas ruas...
pequenas que cabem
em um único verso...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h07
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Descanço
nem sempre tão calmo
calmaria se tivesse você
que disse não gritar
quando a parte me dividisse
em tudo sensato
quando perdesse o tato
sentiria o teu gosto
amargo no paladar...
pensar se seria
deixaria de ser
existiria sem ter
teria...
sem nada saber
tão certo...
tudo incerto sem você
me conto poemas cortados
corto contos e histórias
perdidos pelo quarto
sem tato sem paladar
nem boatos nem fim...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h02
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Sobre faixas
a vida é assim
desse jeito
nesse tom, sem som ás vezes
sem cor, bem colorido
um ponto, reticências...
uma virgula que não pauso,
não paro
, sem final ainda
é cedo, acordo
caminho, sorrindo
cantando, tentando sobre viver
vivendo, aprendendo sem saber
sei que sigo,
movido tranqüilo...
assim é a vida, com lágrimas
molhado na chuva, de tarde
a noite, eu durmo
me cubro, com medo
assim...
a vida, movida
sensível, marcada
dura, pesada...
me calo, sem voz
sem tom, sem som
sem ser tão bom ou ruim
divido, reparto
histórias, traçados
pedaços, cortados, quebrados
espalhados...
a vida, assim,
ventando, no frio
estação, que acorda e dorme sem mim
em fim, a vida
sempre bem vinda
feliz ou triste
sempre vi vida...
...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h13
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Meu brother,
companheiro das horas incertas... Atemporal
nem um plano para começar
apenas alguns simples acordes,
algumas horas que esquecíamos,...
acreditar que tudo é possível,
não faz mal a ninguém...
viajávamos,...
um violão, algumas palavras,
muitos sonhos, uma nova música...
sentados na calçada, das conversas...
sem hora, sem medo, sem preocupação.
esquecer ou lembrar, tanto faz...
tantos planos que até hoje não entendo.
porque não...
um ponto sem final.
distante, relembro o que ficou,
nas horas e nos acordes
num tempo sem erro...
porque os meus, ou os seus...
tudo acontecia assim,
como crianças brincando
tocando a fé que nunca morreu,
nem se abalou,
eu é que me fiz escudo...
e me machuquei demais,
o mundo dali sempre foi mais lindo,
a nossa parte foi uma gota no deserto,...
... e sempre ficam as perguntas sem respostas,
Mas eu sei, alguma coisa ficou,
Brincando com as palavras,
Tentando ver que tudo é diferente,
Diferente do que meus olhos vêem,
A gota no deserto...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h33
[ ]
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Meu dedo de camisa
Fim de ano 2007 para 2008.
hoje foi uma tarde vazia
nenhum telefonema, nem um pensamento
nem uma musica me completou
hoje o tempo passou seco
como o vento na tarde
hoje a poeira secou minha garganta
e eu não pude falar nada
nenhum livro, nem um sorriso
só pode entender quem esteve sozinho
e tão distante quanto eu...
hoje nenhum poema,
nem um dia, nem eu e nem você
sozinho, vazio...
hoje não existiu
hoje já não lembro mais
só passou, sem marcas, sem passos
sem nada...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h00
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um poema pra distrair
mais um momento que tento
mas não consigo te esquecer
quebrei o meu pacto
e agora estou aqui
te busco como escape dessa
noite feliz...
seus disfaces, meus sentidos
te encontrei numa tarde
de domingo é domingo
e te tenho aqui...
só não consigo ficar
e me distraio com um poema
de uma noite,...
eu só preciso de um minuto com você
pra que eu entenda mais uma vez
que é impossível te esquecer...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h06
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Flutuando
hoje me distraio...
e em momentos me perco
de mim já não há pensamentos
de ti eu escuto o sopro suave
do vento que desvia
dos carros lá fora e
aqui há sossego
eu vivo tudo,
único [...]
não me pergunto nada
perguntas não me deixam existir
existo perdido nos versos
que seguem calados
respirando o mesmo ar
escutando, sentindo o mesmo som
da janela de casa
...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h39
[ ]
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Espontâneo
os muros do império caíram
E todos correm para
Mais longe dali...
Aquela brisa fina
Virou lama e pó
O ar não consegue mais ficar
O vento calou-se
Embaixo dos escombros
E Eu sussurro o desespero
Por não te encontrar
Cego,
[...] não vejo mais nada!
Mesmo tão perto de mim
Só ouço sussurros
E a fúria da poeira
Que se esconde no fino véu
Agora reconstroem...
Com lágrimas de ódio e
Regam as sementes que
Caíram na beira do caminho
Em terra fértil...
Brotam e morem quando
Os tanques de guerra passam
E eu estou à margem tentando te encontrar
[...]
Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h02
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Relógio de 1,99 sobre o Livro
O país dos ponteiros desencontrados de Flávio Moreira
é...
mais uma vez
mais um poema
perdido quando a luz se apagou
sabe,...
aqueles que mesmo
que eu tente,
não consigo lembrar!?
agora não adianta mais salvar
a cada palavra..
não reclamo,...
foi o que cada poeta moderno escolheu
o risco do melhor poema desaparecer
e agora eu tento te encontrar
em fagulhas do pensamento
nas migalhas do tempo...
relembrar o que outrora fora perfeito
só lembro de ter te citado
diraugi, sem o i...
mesmo que eu tente
não relembro os versos perdidos
mas o que vale são os versos
que sobrevivem no tempo
como as tuas palavras...
afirmando o teste do verdadeiro poeta
e eu sobrevivo...
deixo o relógio sobre a mesa
do pc sem pilha...
humilhado sem saber pra onde seguir
o tempo é meu escravo
e mesmo que tente
ele não consegue se mover
nenhum segundo...
a música como sempre toca
agora num compasso atemporal
continuarei tentando lembrar
dos teus versos
o tempo parou sobre a mesa
dos livros...
mas não para de tentar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 08h51
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Patio do Cefet-GO
me sinto bem,
mesmo quando você pede silêncio
te ouvindo eu viajo na canção
e esqueço de tudo
que outrora foi caos...
não há cartas para jogar
não há medo e nem perigo
te seguir é caminho seguro.
como vento sem prisões
ou barreiras para liberdade...
te seguir é garoto segurando
a mão do pai,
correndo tranquilo
seguindo a linha que guia
o voou da pipa no céu,...
sorrindo o brilho
da menina dos teus olhos
eu vou e nao quero parar
não me deixe parar,
nunca me deixe parar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h19
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Tudo esta como o velho ventilador no teto
listas de sombras traduzidas em
sossego e esquecimento
e quando lembro,
é tarde, eu ainda tenho que acordar
mas aquele ruído do seu giro
me deixa tonto,
mesmo acordado,
ele gira sem parar...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 17h33
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Um grande homem: meu avô!
o ponteiro calado
não quis confessar,
que tudo foi culpa do atraso,
ele perdeu-se da hora...
e ela que sempre foi pontual
escondeu-se atraz do sol
que disfarçou,...
mas também não disse nada
as nuvens seguiram ao vento
sem sorrir, sem chover
como se ninguém tivesse percebido
que aquela noite tinha
sido longa demais..
e eu,...
olhava no relógio
tentanto encontrar uma explicação.
de todos os dias
[só hoje...
eu parei pra pensar.
tarde demais...
eu poderia te perder
te esquecer no tempo,
mas não ontem...
um dia tão curto
seria o suficiente...
afinal onde eu deixei minha sensatez?
hoje já não faz sentido lembrar
eu parti e já não tenho a mesma idade
mesmo que...
as horas voltem ao lugar
...
Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h37
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agora procuro nos escombros algo que me lembre você uma foto, aquela tarde... era segunda dezesseis você me convenceu subir e eu nunca achei que olhar lá de cima fosse tão lindo... você merecia tudo mas escolheu voar.
a noite chegou clara, com a lua feliz, mas dormiu calada, sem dizer adeus... e o velho farol que seguia no mesmo compasso guiava os barcos pra beira do cais, que ainda está lá sozinho como o por do sol que nunca mais foi tão lindo depois das asas do teu voou...
Escrito por Valdoílo às 21h17
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escrevi nosso nome na arvore
do bosque que secou no verão
onde as folhas caladas adubam
tentanto sobreviver
os galhos que quebram o silêncio...
o banco ainda sobrevive
sozinho de uma noite sem você e eu
e mesmo a companhia dos pássaros
que semeiam as ervas
que brotam na noite e secam no dia
não o deixam feliz
porque ainda está lá
gravado com a chave...
Escrito por Valdoílo às 16h42
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Por uma dessas ruas ouvindo música
me embalo em pequenas ondas
do rio perdido nas falhas
e sinto o vento bobo
brincando com as folhas
do "cacual" do sítio...
queimadas no fogo
dos maiores angulos...
moleques de sandalhas nas mãos
correm mais rápidos...
e esquecem dos riscos
que não formam desenhos
de cor...
Escrito por Valdoílo às 16h39
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