E esse sentido
Pode ser que o vento indique
E o sol brilhe sua direção.
Antes do anoitecer
Caminharemos até encontrarmos.
Seja então, minha companhia
nesses passos...
Meu silêncio esquecido
Eu posso deixar para depois.
Enquanto você estiver aqui
Eu não preciso mais dele.
Não só como antes
Já somos uma canção
pra cantarmos sem nos preocupar
E ao tempo que tanto perguntou
Ficam nossas repostas...
Eu sempre acreditei
estar para sempre aqui...
Apenas eu te olhar
e você logo entender.
E antes daquela gota molhar o chão
Você a secava
com uma voz de cobertor
Pra eu sorrir
E eu sorria,
e seguia...
Mas onde você está agora?
Tudo isso dói demais
E eu me esforço
Pra esquecer,
mas não está tão perto que eu possa tocar
Eu nem consigo tocar
Não consigo tocar...
Na escada da
terceira portaria
por onde o vento
não consegue passar
e alguns desatentos
ás vezes insistem em sentar
eu tento escrever um poema
pra escapar...
Como o tempo que não volta
amar podemos ir
porque ele passa depressa
e deixa a falta
do mar quando não há...
quando volto pra casa
ou quando acordo.
Domingo quando sigo confuso
e o meu mundo para
pra esperar a chuva passar
Há mar
seus olhos, os meus
se enchem de lágrimas
quando cai a chuva
sinto falta de ar...
Nas conversas que se vão
na tua voz distante
e ás vezes calada
Eu fico...
E no silêncio
escuto ecoar a minha tristeza
caminhando nesse mundo
que eu tento girar.
Quando não há mais amor
o teto desaba
e a noite é longa,
acordado e sem sono.
Eu tento,
respiro.
Espero voltar...
uma carta,
pensamentos,
uma música que eu ouça
sua voz mesmo calada
a distância não pode apagar.
Pegar um ônibus vazio na capital
é um bom sinal para sentar-se
e ler aquele antigo poema passando pela janela
Como pedaços de nuvens ao redor da lua
que vão e vem com a chuva
e escondem-a quando não quer luar
Mas escapam palavras que confundem
esse mundo que gira em curvas dentro de mim
carregando pálpebras pesadas
que já não consigo segurar
Fecham e abrem
assustadas com o que diz o poeta
que entende e deixa-me cochilar
como estrofes cansadas
em um único dia em que há lugar...
Me faz lembrar por onde eu passei...
Vento que nunca me deixa desistir.
Me ensina a respirar e voar
na sua liberdade:
O caminho até chegar a Ti...
Refresca as muitas tardes
e alegra minhas manhãs com o sorriso do sol...
Para quando eu abrir os olhos,
ainda ouça as águas
e sinta o céu abrigar os meus pés,
Distantes do frio...
Quero voltar àquele lugarzinho no tempo
Pra deixar uma carta para mim.
Ali onde eu parei pra pensar
Nos meus primeiros passos.
Ali onde eu decidi te amar
E não pensar em mais nada
Além de você...
Lá fora o dia chora
E parece sentir
O que acontece aqui dentro
O céu escondeu-se
O sol não quis brilhar
Chove fino sobre os velhos telhados
E o silêncio escorre frio
E cai sobre as calçadas
Molhando o poeta
Que sentado faz
A rima incompleta
De um poema que não quer terminar...
Até onde chegaremos
Indo tão longe assim?
O que conseguiremos ver
Do alto de nossa própria roda gigante?
E chegou o ponteiro
Onde um dia teria que chegar
Continua cansado
Mas sem parar...
Outro dia,
Algo tão comum assim
Noites quentes como as manhãs enfim
Teu sorriso,
Um abrigo mesmo aqui.
Abro a porta,
Já é hora de partir.
E dos teus olhos a força que me fez seguir
Além desses muros que choram
Cegas lágrimas num disfarce de sorrisos sem amor
Outro dia,
Algo tão comum assim
Noites quentes,
Onde estás enfim?
Teu sorriso já não está aqui
Abro a porta,
Para onde devo ir?
Ás vezes é tarde demais acabou.
Não há mais como voltar atrás
E tudo aquilo que você conquistou
Ficou jogado.
E no peito a dor
De ter pedido a força e o amor.
De está sozinho
E não saber como continuar.
Eu não a conheço mais
Nunca conheci
Senti meu coração batendo forte
Pareceu medo...
Eu fui um estranho em pé na calçada
Um alguém sem nome
E sem saber o que fazer.
E o trem partiu
E eu não sorri mais
Não cantei, não sonhei,
Não a vi,
Não escrevi...
Em circulo,
Molha a grama
E a calçada quente
De uma tarde de setembro
Sem esperança...
Me deixa tonto.
Que impaciência é essa que me corrói?
Não me deixa espaço
E me faz voltar no tempo
Como se os anos fossem dias
E os teus lábios fossem meus.
As minhas palavras...
Tudo o que eu falo não me pertence mais
Meus pensamentos, meus sonhos...
O castelo dos meus sonhos
Que pareceu desabar
Ainda é miragem no meu mundo
E tão real
Que abro a porta
E entro novamente em casa...
No meu quatro
Há livros e poemas espalhados.
Lençóis desarrumados...
E o sol entra pela janela
É hora de acordar
Mas eu me perdi hoje
Das horas e do lugar...
Onde está o meu bem
Que ouve canções de amor
E que guarda rascunhos de mim?
Onde está você,
Que me faz companhia
E quase sempre sorri
Das coisas que eu digo?
Onde está os seus olhos
Que ás vezes molhados
Me imploram um pouquinho de mim?
Onde está a melodia da canção
Que um dia eu fiz para ti?
E então chega o sol,
Faz chuva e luar
E nada encontra você.
Onde estão suas mãos
Que seguravam as minhas
Enquanto eu dormia?
Onde está a poesia
Com rima, com brilho?
Já deixou de existir...
Descobri que não sou um ator
E que a vida não é mais um
Desses palcos e um refletor
Atrás de um mundo
Escondendo lágrimas e dor...
De repente uma flor
Não quis se abrir,
De repente o meu dia escureceu
De repente você
Não está mais aqui...
Encoste a porta
E não deixe ninguém entrar
Me dê um momento do seu amor
Já não consigo mais agüentar
Tanto tempo longe assim...
Por onde você anda?
Tenho sentido tanto sua falta.
As nossas conversas
Ainda estão aqui
Ecoando nas paredes por toda casa.
Abra a porta meu bem...
Todas as vezes que abro a porta
Eu sinto o teu cheiro
E ouço você sorrir.
Há crianças sorrindo...
Querida,
Tente entender minhas atitudes,
Mesmo que elas não façam sentido algum.
A minha intenção não foi errar,
Mas sempre ter você aqui.
O que foi meu bem?
Agora tudo virou de cabeça pra baixo
E eu me sinto perdido
Sem você do meu lado...
Quando eu te encontrar
Quero te abraçar
E começar um mundo novo
Abra a porta meu bem
Há crianças sorrindo...
Eu sinto saudade das flores de setembro,
Outubro,
Vem já noite.
Acordo na madrugada
E não há cor,
Não há primavera...
Tudo escureceu.
E ela...
A vida continua nua
Tão fria como a rua
Molhada lá fora...
A tempestade apontou no horizonte
Seguindo o caminho das lágrimas.
Correu pra casa e fechou as janelas
E o mundo inundou,
A luz acabou.
Sem saber onde há porta,
Ficou parado esperando a chuva passar
Mas ela não passou...
E ficou a noite toda
Ouvindo o frio
E o medo cantando uma canção.
Contando os segundos para chegar o dia
E chegou a hora
Mas ele também não apareceu.
E elas começaram a cansar,
Um ponteiro de cada vez
Pareceu parar...
Afogados...
Dando seus últimos suspiros
Na esperança de um dia chegar.

*Capa de um cd, acho que do Staind.
Eu queria voltar lá
Porque todos parecem tristes
Quando chegam aqui.
O passageiro de onde partiu,
A folha que caiu em uma tarde de setembro,
Flores de uma primavera,
Voam como O minuto atrás...
Calor seco e sem palavras
Que refresquem a alma.
Porque foi ao mar,...
[O vento,
No mar do silêncio,
Escutar batidas leves
De uma velha canção
Que sempre canta
Pra ninguém ouvir...
Já ele, insiste em tocar,
[seguir...
E ouve histórias...
Meninos, adultos,...
[Agora crianças,
Cantando saudade...
Coisa que ninguém consegue entender
Nem mesmo explicar.
Leio o poema sem palavras... você entende?

[música]
Lá vai o sol
E a tarde...
Só a saudade há.
Lá vem a noite
e na verdade...
Eu sei, sim eu sei
Que aqui e além do horizonte.
Tu estás a acalmar
E abrigar o meu descanso.
Vou caminhando
e na cidade
todos sãs sempre vão
e estão procurando a verdade
um sentido, o caminho...
e na verdade...
Eu sei, sim eu sei
Que o meu Deus, o meu rei
É o meu consolo...
Toda lágrima,
E a falta que há em mim...
Hoje eu entendo...
Teu sorriso, a tua voz...
E o que antes eu não entendia.
Hoje eu entendo...
As palavras que saiam sem pensar
E o desejo de ficar perto.
Hoje eu entendo,
Que pensar em você
É como vento suave na flor,
E ela sorri...
E ele leva o seu cheiro,
Brincando com a distância,
Detalhe que ele nem percebe...
Resta, ás vezes, esperar, e...
A aurora vem,
Fazendo meu mundo brilhar.
Acordando os meus sonhos
E me ensinando a lutar...
Lado a lado com você
Amor...
[música]
Tudo o que faço
Não faz sentido algum.
Todos os planos,
Meus sonhos de um futuro.
Todo tesouro que juntei até aqui.
Toda minha vida
Tentando Te encontrar...
Não vos preocupeis com o que terás
[daqui a mil anos...
Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã,
Pois amanhã...
Pertence a Deus.
Olhe pro céu
A ave em um voou.
Vede os campos,
Lírios a crescer
E a rosa já brotou.
Acaso Deus não cuida...
Pra que o voou seja mais alto?
Acaso os lírios não crescem mais?
Acaso a rosa não brotou?
Eu tento rabiscar um poema
Mas não há espaço,
E nem palavras...
Não há rima e nem compasso.
Não há tempo
E não há nada...
Tudo se escondeu.
Na tentativa de achar,
A tinta secou por esperar...
Por um verso incompleto,
Um verso perdido...
Onde eu deixei?
Em casa, na infância?
Numa tarde, num domingo?
Em lembranças,...?
Abandonado no lado de dentro
[da porta de casa?
Meio amargo, forte, fraco,
[esquecido...
Como uma gota de café
Escorrendo da garrafa...
Ao lado pulsa dor
Zunidos na madrugada
É o meu mundo
Guardado com um velho
[cadeado...
Prestes a romper,
Todos os dias...
Nas horas e
Nas coisas mais sensatas.
Estou rompendo as paredes
Jogando tudo o que não quero mais
Saindo desta órbita
Regressando ao centro...
Acordar para me encontrar
[no tempo...
Traçar um novo caminho
Criar um recomeço
E me sentir em mim
E não tão distante
Como agora...
Enfim.
Eu paro e espero o sinal abrir
Continuo a direita
Ou a esquerda do caos
E a minha paciência...
Me segue como um filho
Segurando a mão de um pai.
Converso comigo mesmo
E esqueço das palavras
Que eu pedi pra guardar.
E ainda me ensino coisas
Que eu nem sei usar.
E quando...
Ás vezes ela solta da minha mão
E corre brincando e sorrindo
Com o vento e as folhas lá fora
Que não param no lugar.
Eu me desespero mas,
Logo encontro calma.
Ela é só uma criança
Querendo brincar
Com o vento...
Deixando as coisas fora do lugar....
A você que se encontra sozinho
A você que me surpreende
Em uma noite de domingo
Daquela que decidi não sair
Tão longe...
Fui apenas à praça perto de casa
Pra respirar fundo
A você, que me faz pensar
Já ter esquecido de uma amizade
A você que também me lembra
Que é impossível vê-la morrer
A você que liga só pra me deixar feliz
A você que me conta sonhos bobos
E que também acredita nos meus
A você que tão diferente de mim
Sabe a medida certa de me completar
A você que quase não tem palavras
E quando tem não sabe como usá-las
E que não se importa tanto
Com essa ausência
Mesmo porque,
Prefere não me deixar falar
E isso me lembra a calmaria
Ela existe...
Conseguimos escutar.
Tudo bem...
Descanse os pulmões
E respire mais fundo
Antes de continuar...
Insista em mais uma tentativa
Mas nunca pare de lutar.
Em frente acabamos percebendo
Que quando tudo passa,
Tudo ainda faz falta...
Então tentamos entender,
Mas nada
É tão óbvio assim...
Então tentamos esquecer,
Mas nada
É tão fácil assim...
Confie,...
Explodir não traz respostas.
Experimente!
Há sempre uma mesa perto de você,
Uma parede...
Não adianta!
Lágrimas à noite,
Gritos mortos no lençol,
Cordas penduradas de um varal
Sorrisos,...
Como pássaros secando no sol.
Entenda
Não há como entender
Pense
Não há como pensar
Sinta
Só há como sentir
Mas não há como explicar...
Preciso de uma hora
Ter duas para mim é demasia
O ócio me faz mal
Te olhar nos olhos
É como ler no escuro
Você não me diz nada
E eu continuo tentando
Palavras cruzadas
Com perguntas sem bússola
E você me diz
Que ainda é cedo
Como se eu não sentisse
[o tempo passar...
E ele passa...
Levando de mim tudo
Menos lembranças
Que são pesadas demais.
Não tente agradar as pedras
Se as águas lhe cobrem...
Mesmo que você tente explicar aos reis,
Que os servos também reinam,
Eles nunca aceitarão.
Assim como os servos,
Que nunca entenderão
O reinado de alguns reis que também serviram.
Poucos menores entenderão
Que são tão grandes quanto os maiores.
Exceção os maiores,
Que saberão ser grandes,
Sendo os menores.
Alguns sem saber
São os herdeiros da verdade.
Outros bem querem,
Mas vencem a vida com mentiras.
Mentindo a idade, mentindo lealdade,
Mentem a bondade,...
A alegria com falsidade...
Mentem e acabam esquecendo
De contar ao tempo
E tudo é em vão
E vão...
Correndo como crianças
Tropeçando com taças de vinho nas mãos.
Barquinhos de papel
Na correnteza da chuva sempre vão
E não voltam mais...
Enquanto uns choram a morte,
Outros morem para viver.
Enquanto uns tentam a sorte
Outros lutam para vencer.
Três e mais um jovem
Lutaram pela liberdade sem asas
Pelo voou sem pouso...
Quatro e mais um jovem
Voaram e esqueceram de voltar
E aos que ficam...
Cinco e mais um jovem
Sempre ficam
E nunca entendem
Por não querer entender...
Que vidro quando quebra
E papel quando molha e rasga
Não há quem os emende...
Vida... Que a ida sem apreender
Não volta pra despedida...
Decidi postar algo totalmente diferente do que costumo. Espero que gostem. E por incentivo, rsss, não deixem de comentar.
Um dia de garçom: Criando e Quebrando Protocolos.
Não faça isso com as taças, elas custam caro.
É! Eu passei por essa experiência.
Bem. Muitos perguntaram: Como foi? Eu disse: Como tantas outras situações e momentos, há aqueles que não conseguimos expressar ou explicar. Ou seja, só há como você saber, sentindo. Portanto, assim que puder, Sinta. Seja o seu próprio conhecimento e sirva de experiência para você mesmo.
Mas àquelas que conseguimos expressar. Vou compartilhar um pouco dessa experiência, das percepções, dos sentidos, situações... Enfim.
A primeira: Está de gravata preta, calça preta, cinto preto, ou seja, traje social, melhor, uniforme de garçom, não significa necessariamente está de sapato preto. Um tênis não fará diferença pros outros. Somente pra você. Eles dificilmente observarão esse detalhe. Você entenderá bem do que estou falando quando chegar ao final da festa. Seus pés lhe explicarão melhor.
A Segunda: devemos sempre servir pela direita e retirar pela esquerda. É, eu sei! E quase todos já sabem disso também. Quase todos! Porque eu não sabia.
Mas entenda uma coisa. Em uma mesa lotada, onde caberiam quatro cadeiras e que agora possuem sete, abrirão espaço pra você, na maioria das vezes, pela esquerda. Pra eles não importa. Eles querem tomar algo. Então sirva.
Aí está a terceira. O que servi? Bem. Quando você está com água, querem coca-cola, quando você leva coca-cola, perguntam se não tem água. Certo. Eu levei os dois em uma única bandeja. Então perguntaram se não tinha guaraná. Tudo bem. Não é sua culpa se a maioria não sabe o que quer. Ah! Não é sua culpa também se, H20 e H2OH são palavras homófonas. Sirva. Eles saberão o que você quis dizer quando beberem.
Um conselho pra você mesmo. Eu sei. Você estará ali para trabalhar. Mas ninguém irá perceber também, se você se diverte enquanto faz isso. Pode ter certeza, a noite passará muito mais rápida.
Então, se houver música cante, se houver algo engraçado sorria. E mesmo que acabe o refrigerante também sorria, tem sempre água.
Mas haverá uma hora em que ninguém irá querer beber nada. Essa é a hora de servir o jantar.
Uma particularidade. No jantar em que eu fui, era um desses que formam filas e o garçom é quem serve. E sobre a fila? Bem. Pense comigo. Na fila só há brasileiros. Brasileiros não desistem nunca. Você terá certeza disso. Porque sempre haverá fila enquanto houver comida.
Então chegará um momento que será necessário informar que o arroz acabou. Sério! Acabou mesmo! Alguém dará a notícia. Calma, fique tranqüilo. Porque só será necessário informar para o primeiro da fila.
Acredite. Em pouco tempo a notícia irá correr e quando chegar ao final dela, todos entenderão que, além do arroz, também acabou o estrogonofe, a salada, a batata...
Tudo bem. Haverá alguns resmungando, mesmo de barriga cheia. Sabe! Mulher grávida? Pois é, agumas dirão:
_ Se o meu filho nascer com cara de arroz, a culpa será sua!
Não carregue esse peso sobre você. O filho puxará o pai e a mãe.
Mas continuemos. Desculpe-me, perdi a conta. Não tem importância.
Todos sentados e de repente, aquela fila se formando novamente. Que bom! Pelo menos nessa hora você irá lembrar-se de mim. Mas não crie pânico. É que a sobremesa está sobre a mesa. Que bom se for sorvete, principalmente se for de um único sabor ou dois no máximo Porque nesse caso, aquele conselho de que a fila só acabará quando a comida acabar, não vale. Acredite! Eu sei, são brasileiros. Mas não há como comer tanto sorvete de um único sabor como sobremesa. Mas você poderá tirar uma outra conclusão: todos jantaram bem.
Não posso me prolongar tanto, porque senão você poderá concluir, antes que eu afirme. Tudo isso demora muito e a festa acabará. E você terá que continuar lá. Entende? Para lavar os pratos, as taças, os talheres, as bandejas... Um conselho pra quem organiza: Se no início da festa houver dez garçons, conte somente com três para o final dela. Isso mesmo. Qual a lógica? Não parei pra pensar nisso. Bem! Você pode subtrair setenta por cento do total de garçons. O restante é o que estará com você até o final. rssss
Tudo bem. Vamos para o final, já estou me sentindo cansado de lhe servir de experiência. Então entenda. A parte boa é que você jantou antes que todos e não foi necessário esperar numa fila pra isso. Além disso, sobre a mesa da cozinha haverá, além de água, coca-cola, guaraná, suco... e sobremesa, mas por favor, sirva-se.
Um detalhe. Só haverá ônibus rodando novamente, à partir das cinco da manhã.
Eu sei, você já entendeu.
fike na Paz!
(Mateus 20:28) - "...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."
Olá! Algumas fotos no blog estavam sem história. Então decidi adicionar suas devidas legendas.
Algumas ainda não possuem, mas estou trabalhando para isso.
Espero que gostem. Não deixe de comentar!
Fike na Paz!
Elas lutam um mar
Para estar aqui...
Entre Cáspio e Galiléia
Seguem caminhos sem trilhas.
Guiadas por ventos sem rosas.
Juntas por vidas inteiras.
Por um beijo só...
Navegam noites em si
Como Khazar...
Mas o sol vem
E o calor leva sonhos
Que sobem até caírem,
Voltando perdidas em brisas finas...
Para oceanos sem lar
Mais próximas do sonho de criança
Quando, soando canções de ninar
nas areias da praia
Elas conseguirem dormir
e novamente sonhar...
no Zoológico de Goiânia
às vezes não se está preso.
Agora ela não existe mais
Até que a madrugada chegue.
Ontem nossas conversas caminhavam
E ela parecia sorrir baixinho
Quando minhas palavras passavam.
A cidade pesadelo
Sozinha no frio da noite...
Um copo de café
Fumaças e brasas
Acessas e apagadas...
O ar sem oxigênio
Enchendo os pulmões de caos
E a mente de alívio momentâneo
Numa única noite de companhia
Das muitas sem sono
Hoje pudemos conversar
Ao invés de tentar dormir.
Até que ele chegasse
Conversamos...
Caráter, um livro antigo.
Em segredo nas nossas catedrais...
Conversamos até o sono bater na porta
Mesmo que as palavras insistissem em brincar
Chegou à hora de voltar
É sempre chegada à hora
De voltar à anormalidade...
À porta não era ninguém...
Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol...
Hoje é tudo novo
Recordo o que ainda é sonho
E sonho o que ainda ficou...
Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA
Km 11
Não desisto e canto.
Ouço você dormir
Até que você tranqüila...
[acorde...
Escola onde estudei até os 9 anos.
Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
É difícil esquecer o tempo
E a vida já chora em mim...
Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA
Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.
Seguiremos assim
Enquanto houver amor
Pintando sonhos em aquarela.
Durante a viagem à casa do meu avô.
Em cima de um barco - Rio Tocantins.
Podemos sorrir o inverno
E inventar neve no verão
Houve quem nunca ficou
E quem nunca partiu...
Uma eterna amizade.
Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA
Andei até onde pude chegar
E de repente,
Há quem converse comigo.
Há quem lembre de tudo...
Até que nem tudo mudou...
sigo
Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.
Tudo voltou assim
E eu não soube o que fazer
As palavras... As palavras...
Como encontrar?
Casa onde morei até os 9 anos de idade
Transcametá (Br 422) Km 132 - PA
Os livros, os cadernos e até o pó...
Estão nos mesmos lugares
As fotos, o passado...
Ficam na estante
Eu não consigo tirá-los...
Em casa volto a ser criança...
Sonhei te ver descer as escadas
Mas o tempo me venceu.
Por enquanto...
Crianças que moram na Rodovia Transcametá (BR 422).
Intrafegável durante o Inverno.
Mas há sorrisos verdadeiros
E lágrimas de bondade.
Há força nos olhares,
E sonhos em tinta fresca...
Espelho d'água. Rio Tocantins - PA
Há coisas que mudaram.
Há mundos novos.
E muitos deixaram de lado
O azul do céu.
Alvorada no lado da UHE Tucuruí - PA
Hoje eu acordei a alvorada
Fiz barulho e os pássaros voaram
Águas no céu, nuvens...
Como cordas, elas marcaram o céu.
Cortina do sol que acordou
Com meus olhos o olhando.
tudo muda
tudo se confunde, ilude...
nas luzes da cidade
não há luar...
caminhando pro outro lado
numa noite calada
sem sombras...
venta frio na orla do cais
serena finos traços e gotas
palavras e pensamentos...
a cidade tentando dormir
e eu fico em silêncio
pra que ela não acorde no meio da noite
ela soluça e caminha
e não consegue.
tenta...
e me faz companhia
nas conversas de um olhar e lágrimas
é quase dia e precisamos continuar
eu acordo e ela enfim consegue dormir
...
Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
um banco em frente
[à escola
nunca vazio
simples banquinho
onde se encontram
e passam histórias...
por lá a minha também
[passou
todos agora distantes
nem pensam mais em ti
mas... novos virão
e um dia, quem sabe!?
eu ainda te encontre ali
esperando o futuro
descer as escadas...
simples banquinho
quase sempre feliz
deixo aqui meu carinho
com nossas conversas
a tua paciência
também me ensinou...
A casa...
de uma infância inesquecível.
É hora de acordar!
a hora se passou
e ninguém para abrir os olhos
de quem pensou estar seguro...
lá fora arrisca cair
aquela chuva de ontem
e até hoje, ninguém
para acordar o sol
ninguém para lavar o céu
levar abrigo...
agasalho do frio.
lágrimas começam a chuviscar...
o medo venta forte
destrói caminhos sinceros, frágeis...
Alguém caminha lá fora
em busca de um lugar
para passar a noite
mas ninguém pode ajudar
quando nunca viu o sol...
alguém bate na porta
- Vá embora, aqui não há lugar!
E eu rabisco poemas
sob o brilho fosco
palavras... um vidro quebrado
e parte da cidade ás escuras
janelas entre abertas
casas vazias,
onde mora o silêncio?
não o deixe acordar
nem avise a hora
feche bem as janelas,
tranque as portas...
não o deixe entrar,
apague a luz da lamparina
deixe-o passar...
ouça... o vento passar...
Há como subir aos céus...
Preciso de uns versos
Um pouco só...
Pra deixar tudo de lado
E escapar da tempestade
Sem correr.
Pra esperar sua vontade
Me deitar nas frases
Fechar os olhos e voar alto
Porque nem tudo é como eu quero
E é difícil sentir isso.
Mas você me ensina a sobreviver
Ao breve não,
E a nuvem que atrapalha os meus olhos
Vou contigo pra um lugar mais alto
Olhar numa outra direção.
Entender o passado
Enfrentar o presente
E buscar o teu futuro.
Você me responde
Me ensina a crescer
Aprendo com teus obstáculos
Te escuto e sigo em versos...
Margem esquerda do Rio Tocantins na Cidade de Tucuruí
Numa manhã e tarde de nuvens e sol
Dê-me suas mãos
Caminharemos juntos
Pela cidade das minhas saudades
Veremos o pôr do sol
Esperaremos o luar chegar
Sentados no final da rua
De frente pro rio...
Onde muitas vezes fiquei só
Vendo a lua beijar as águas
Contaremos nossos sonhos
E seremos um só...
Dê-me os pensamentos
Que sempre guardou
E guarde os sentimentos que te dou.
Sussurre sua música
Quero fechar os olhos
Ouvir tua voz, sentir teus lábios
Ouça os meus versos e sorria pra mim
Algumas palavras só farão sentido aqui...
E lembramos do que ainda ficou.
Foi bom ouvir você sorrindo
Saber que agora irá sobreviver.
Eu também estou mais forte
Desde quando perdi o sono,
Hoje já consigo dormir.
Mas ficamos acordados
E você me disse o que eu já sei:
Não podemos explicar
Porque o vento não sopra
Apenas para o Norte.
Não conseguimos deixar de lado
E o tempo não é tão senhor assim
Ele parece brincar conosco
E nós ainda sorrimos
Precisamos continuar
Hoje já conseguimos sonhar
Além de nós...
Afinal há você e eu
Ás vezes tudo parece tão lindo
Mas caio em mim e não é tanto assim
Ainda prefiro meu lugar em casa
Seu sorriso me esperando ás onze
E o tempo correndo como criança
Brincando enquanto nos espera...
O céu é o meu limite...
O mundo confunde
Gira num universo de vidro
Frágeis vidas...
Escondem o grito atrás de um sorriso
Seguem as águas...
Longe da areia nascem castelos
Onde brotam sementes
Há cor e alegria...
No jardim pousam as aves
Beijam as flores
Saúdam o perfume
E voam...
Meu irmão
16
Não há mentiras pra contar
Há verdades pra sentir
Direções pra seguir
Encontros marcados
Um lugar pra repousar.
Contando os sois a sós
Deleito à noite pra ter fôlego
Durmo sonhando ouvir a porta abrir
Imaginando teu acordar
Ver-te sorrir vai ser eterno
É ter nos teus olhos a certeza
Do cuidado sem fim
Sem tempo...
Tem pouso o teu amor
Tem som de ninar
Que ouço antes que amanheça
Há manhã na tua noite
Acordo seguindo
Ouvindo tua canção
Sonhando um dia voltar...
Theral
maio
ele sempre soube
que precisava procurar
começou pelo seu quarto
não faltou nenhum lugar
no guarda-roupas,
onde guardou uma caixa com coisas antigas
encontrou cartas, um livro perdido
fotos de amigos quando ainda eram meninos.
relógios com ponteiros parados...
seus pais continuaram calados
porque só ele poderia encontrar.
continuou num armário
na sala.. gaveta por gaveta
provas, poemas esquecidos
canetas, grampos...
canto por canto ele procurou
em todos os lugares
lembranças de maio...
não conseguiu encontrar.
saiu. talvez alguma loja.
Pensou! Nelas encontramos tudo!
foi difícil explicar,
mas deixaram-no ali,
prateleira por prateleira
vitrine por vitrine
em todos os balcões
em cada seção, roupas, carteiras,
de todas as maneiras
e mais uma vez saiu frustrado.
não desistiu, andou por várias ruas
ninguém podia ajudar
mas enquanto era dia,
ainda podia continuar.
de repente caído no meio rua
ou esquecido num banco qualquer
ele precisava encontrar...
de todos os meses,
só faltavam as lembranças de maio
ele não tinha como voltar
continuou procurando
lembrou que escrever ajudava a lembrar
acabou se perdendo com tantos poemas
não soube voltar.
Viagem à Caldas Novas - GO
o vento sopra contrário,
mas eu sigo
quero flutuar nos teus céus
de volta ao lugar de onde
nunca sai...
me vejo no teu sorriso
nas tuas lágrimas de alegria
sinto o teu cuidado
posso tocar o teu abraço...
Garoto brinca com as águas dos chafarizes em Caldas Novas
a página rasgada do livro
das palavras perdidas no vento
do litoral das águas que não voltam
mas deixam marcas na areia
a chave perdida
da porta encostada
de quem saiu
com lágrimas caladas...
e que só choram no silêncio
depois da curva...a distância.
com ela somos sempre
crianças sem balanço
esperando alguém nos buscar.
doentes sem cura
no calor sem sombra,
sobram lembranças
que sempre vão ficar
sorrisos e alegria
aventuras e poesia
distância...
como seria você
sem nossas histórias?
não sobreviveria
em horas monótonas...
não saberia o caminho
de casa e nem porque voltar.
não cantaria
e nem teria motivos pra continuar
lendo esse livro sem páginas...
maldita e temida saudade
me embalo pra continuar voando
e vivendo longe de ti
um dia, quem sabe?
me contento com um abraço
de olhos fechados
nos teus braços
e logo acordar...
O pêndulo na parede
O tempo no passado
A poeira fina sobre os móveis em casa
A segurança e a incerteza dos meus passos
Na larga varanda...
Ouço, o sino ecoa
Mais uma badalada
Soou eu sentado na calçada
Deitado no banco do quintal de casa
Á sombra da mangueira
Que balança seus galhos
Quando o vento passa...
Seca a folha cai tranqüila,
Seguindo seu destino
Sempre calada e
Sobre a tinta desbotada
Das minhas palavras
Eu escrevo
Nas folhas velhas de um caderno.
Sobre as tardes de sol
Sobre as chuvas caindo perto da noite
Sobre o ponteiro do tempo
E as folhas que amanhecem molhadas.
Rio Tocantins no Pará
Dê-me asas para um voou mais alto
Eu me acostumei a não está sempre aqui
Sinto o céu quando fecho os meus olhos
Sinto-me flutuar e ouço o som da orquestra cantar...
Lágrimas não mais de tristeza
Tua alegria me contagia
A noite chega, mas logo é dia e...
O Senhor renova minhas forças
Até que volte
Estarei aqui,
Sentindo o céu
Lutando na guerra...
Ela tinha que lutar
Sobreviver mais um dia...
Esconder-se não adianta
Quando nós mesmos nos procuramos.
Ela tentou entender suas atitudes
Mas tudo foi em vão.
Permaneceu deitada
Sem acreditar nas marcas de sangue
Sem sentir as mãos e as pernas
Nem a vontade de correr...
Mais um dia em que o sol não brilhou
E todos os seus desejos estirados...
Apenas marcas vermelhas
E a sensação de que era tarde demais
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo, mas se sentiu morrendo.
Arrepender-se foi só o que ainda deu tempo...
E ela se viu brincando, balançando...
Viu-se sorrindo...
Acapamento em 2008
as coisas realmente mudaram
agora percebo
que realmente somos vulneráveis
sempre fomos...
Seu primeiro dia de aula
Sugiro um bom motivo
Pra deixar tudo de lado
Sugiro respirar bem fundo
Antes de dizer adeus!
Toda liberdade tem seu preço
Pague caro, mas seja livre
Assim que puder...
Escolha as melhores músicas
Alguns livros e siga,...
Siga em frente...
Mas desvie sempre que necessário.
Corra e ande sem se preocupar com o tempo
Ame sem esperar um momento
No amor qualquer momento é ideal...
Mas...
E quando estiver cansado?
Sente-se pra vê os sóbrios passarem
Lê-los vai ser engraçado
Suas verdades terminam
Nas próprias calçadas...
Suas mentiras dormem nos seus braços...
Fingindo inocência,...
Gritam suas ignorâncias,
Sorriem suas maldades.
Disfarçam seus medos,
Se enganam com máscaras...
Mas durma,uma música ou o livro...
Invente, crie, faça o mundo girar...
Role de tanto ri,...
E quando estiver bem
Siga em frente...
Praça Cívica,
meu avô lá atraz.
vou e voou...
sobre os teus passos
nas tuas asas...
consigo te ver além...
no novo ano dos velhos humanos
eu consigo te encontrar
todos os dias
na minha força
na minha natureza,
que eu nunca sei controlar!
eu preciso de um momento sozinho
ouvindo apenas as batidas do meu coração e
você é a voz e as minhas palavras
no silêncio das lágrimas...
na distância e na saudade!
na perda...
e na ausência da essência...
na tarde eu vejo a chuva cair
e sempre paro pra pensar...
nos que vão, nos que ficam
nos que esperam...
para onde as águas seguem,
será que há um novo sol,
e novas nuvens?...
minhas dúvidas são sempre
razão para continuar contigo
porque do teu lado
eu sempre encontro sentido...
escudo para os meus próprios erros
corragem para os meus próprios medos...
continuo tranquilo enquanto a chuva passa
movido pela música
tradução do meu espírito
e sentimento...
eu caminho passo a passo
seguindo as marcas
das águas de um estreito rio...
"Os meus pés estão no chão
e a cabeça nas alturas...".
Resgate
os desvios cruzam meu caminho
tento entender as marcas
do que foi jogado no chão
não consigo,...
passo sem encontrar respostas
passo, discordo, suporto
sacrifícios para tudo,
de tudo eu tento seguir sem desviar
talvez você ouça meu grito
em silêncio na noite
no silêncio da noite
olho nos olhos mas não há
Papel, Cordas e Rosas em preto e branco
fim de ano. Virada 2007 - 2008
eu já não consigo esquecer
fiz de tudo para não cair novamente...
tudo sempre parece ser distante
como se esquece qualquer tempo?
você fica em mim
sem eu perceber
invade meu sono
na ponta dos pés
sem fazer barulho
e os meus sonhos que não planejei...
sem saída eu preciso
esquecer...
Um grande homem
eu te desapontei
e vi as lágrimas nos teus olhos
você abaixou a cabeça...
mas não disse nada.
eu não deveria ter errado
mas cai no erro que julguei
vítima das minhas palavras
eu sei que não devo ficar aqui
você nunca me abandonou
mas as mãos que eu sempre segurei
eu não sinto mais...
vítima das minhas palavras
me deixei aqui
um mínuto no meu mundo
agora eu sinto quem realmente sou
olhando nos meus olhos
eu entendo o teu abraço
olhando nos meus olhos
eu sinto o teu amor
eu te vejo nos meus olhos
uma lágrima...
2007
hoje eu sei que posso ír mais longe
mesmo distante eu te sinto
no meu ar, flutuando e rompendo
as barreiras...
eu fecho os meus olhos
e te vejo subindo as escadas
sorrindo um sorriso
de menina...
brincando com a chuva
misturadas com as lágrimas
no vidro da janela em casa...
e você não desiste de tentar
porque ainda podemos ir mais longe
mas, nunca mais distantes...
vou subir o mais alto que conseguir
vou sentir a liberdade
pulsar nos meus caminhos
vou subir e te encontrar
dançaremos sozinhos,
e sentiremos a verdadeira liberdade...
o sol ficará em nossas mentes
pra nunca mais se por.
A loucura finge que tudo isso é normal... Eu finjo ter paciência...
(recorte de uma música)
Final do ano 2007
a cidade ficou pequena
o sol desapareu na fumaça
e eu caminho e esqueço do
calor dessas ruas...
pequenas que cabem
em um único verso...

Descanço
nem sempre tão calmo
calmaria se tivesse você
que disse não gritar
quando a parte me dividisse
em tudo sensato
quando perdesse o tato
sentiria o teu gosto
amargo no paladar...
pensar se seria
deixaria de ser
existiria sem ter
teria...
sem nada saber
tão certo...
tudo incerto sem você
me conto poemas cortados
corto contos e histórias
perdidos pelo quarto
sem tato sem paladar
nem boatos nem fim...
Sobre faixas
a vida é assim
desse jeito
nesse tom, sem som ás vezes
sem cor, bem colorido
um ponto, reticências...
uma virgula que não pauso,
não paro
, sem final ainda
é cedo, acordo
caminho, sorrindo
cantando, tentando sobre viver
vivendo, aprendendo sem saber
sei que sigo,
movido tranqüilo...
assim é a vida, com lágrimas
molhado na chuva, de tarde
a noite, eu durmo
me cubro, com medo
assim...
a vida, movida
sensível, marcada
dura, pesada...
me calo, sem voz
sem tom, sem som
sem ser tão bom ou ruim
divido, reparto
histórias, traçados
pedaços, cortados, quebrados
espalhados...
a vida, assim,
ventando, no frio
estação, que acorda e dorme sem mim
em fim, a vida
sempre bem vinda
feliz ou triste
sempre vi vida...
...
Meu brother,
companheiro das horas incertas... Atemporal
nem um plano para começar
apenas alguns simples acordes,
algumas horas que esquecíamos,...
acreditar que tudo é possível,
não faz mal a ninguém...
viajávamos,...
um violão, algumas palavras,
muitos sonhos, uma nova música...
sentados na calçada, das conversas...
sem hora, sem medo, sem preocupação.
esquecer ou lembrar, tanto faz...
tantos planos que até hoje não entendo.
porque não...
um ponto sem final.
distante, relembro o que ficou,
nas horas e nos acordes
num tempo sem erro...
porque os meus, ou os seus...
tudo acontecia assim,
como crianças brincando
tocando a fé que nunca morreu,
nem se abalou,
eu é que me fiz escudo...
e me machuquei demais,
o mundo dali sempre foi mais lindo,
a nossa parte foi uma gota no deserto,...
... e sempre ficam as perguntas sem respostas,
Mas eu sei, alguma coisa ficou,
Brincando com as palavras,
Tentando ver que tudo é diferente,
Diferente do que meus olhos vêem,
A gota no deserto...
Meu dedo de camisa
Fim de ano 2007 para 2008.
hoje foi uma tarde vazia
nenhum telefonema, nem um pensamento
nem uma musica me completou
hoje o tempo passou seco
como o vento na tarde
hoje a poeira secou minha garganta
e eu não pude falar nada
nenhum livro, nem um sorriso
só pode entender quem esteve sozinho
e tão distante quanto eu...
hoje nenhum poema,
nem um dia, nem eu e nem você
sozinho, vazio...
hoje não existiu
hoje já não lembro mais
só passou, sem marcas, sem passos
sem nada...
um poema pra distrair
mais um momento que tento
mas não consigo te esquecer
quebrei o meu pacto
e agora estou aqui
te busco como escape dessa
noite feliz...
seus disfaces, meus sentidos
te encontrei numa tarde
de domingo é domingo
e te tenho aqui...
só não consigo ficar
e me distraio com um poema
de uma noite,...
eu só preciso de um minuto com você
pra que eu entenda mais uma vez
que é impossível te esquecer...
Flutuando
hoje me distraio...
e em momentos me perco
de mim já não há pensamentos
de ti eu escuto o sopro suave
do vento que desvia
dos carros lá fora e
aqui há sossego
eu vivo tudo,
único [...]
não me pergunto nada
perguntas não me deixam existir
existo perdido nos versos
que seguem calados
respirando o mesmo ar
escutando, sentindo o mesmo som
da janela de casa
...
Espontâneo
os muros do império caíram
E todos correm para
Mais longe dali...
Aquela brisa fina
Virou lama e pó
O ar não consegue mais ficar
O vento calou-se
Embaixo dos escombros
E Eu sussurro o desespero
Por não te encontrar
Cego,
[...] não vejo mais nada!
Mesmo tão perto de mim
Só ouço sussurros
E a fúria da poeira
Que se esconde no fino véu
Agora reconstroem...
Com lágrimas de ódio e
Regam as sementes que
Caíram na beira do caminho
Em terra fértil...
Brotam e morem quando
Os tanques de guerra passam
E eu estou à margem tentando te encontrar
[...]
Relógio de 1,99 sobre o Livro
O país dos ponteiros desencontrados de Flávio Moreira
é...
mais uma vez
mais um poema
perdido quando a luz se apagou
sabe,...
aqueles que mesmo
que eu tente,
não consigo lembrar!?
agora não adianta mais salvar
a cada palavra..
não reclamo,...
foi o que cada poeta moderno escolheu
o risco do melhor poema desaparecer
e agora eu tento te encontrar
em fagulhas do pensamento
nas migalhas do tempo...
relembrar o que outrora fora perfeito
só lembro de ter te citado
diraugi, sem o i...
mesmo que eu tente
não relembro os versos perdidos
mas o que vale são os versos
que sobrevivem no tempo
como as tuas palavras...
afirmando o teste do verdadeiro poeta
e eu sobrevivo...
deixo o relógio sobre a mesa
do pc sem pilha...
humilhado sem saber pra onde seguir
o tempo é meu escravo
e mesmo que tente
ele não consegue se mover
nenhum segundo...
a música como sempre toca
agora num compasso atemporal
continuarei tentando lembrar
dos teus versos
o tempo parou sobre a mesa
dos livros...
mas não para de tentar...

Patio do Cefet-GO
me sinto bem,
mesmo quando você pede silêncio
te ouvindo eu viajo na canção
e esqueço de tudo
que outrora foi caos...
não há cartas para jogar
não há medo e nem perigo
te seguir é caminho seguro.
como vento sem prisões
ou barreiras para liberdade...
te seguir é garoto segurando
a mão do pai,
correndo tranquilo
seguindo a linha que guia
o voou da pipa no céu,...
sorrindo o brilho
da menina dos teus olhos
eu vou e nao quero parar
não me deixe parar,
nunca me deixe parar...
Tudo esta como o velho ventilador no teto
listas de sombras traduzidas em
sossego e esquecimento
e quando lembro,
é tarde, eu ainda tenho que acordar
mas aquele ruído do seu giro
me deixa tonto,
mesmo acordado,
ele gira sem parar...
Um grande homem: meu avô!
o ponteiro calado
não quis confessar,
que tudo foi culpa do atraso,
ele perdeu-se da hora...
e ela que sempre foi pontual
escondeu-se atraz do sol
que disfarçou,...
mas também não disse nada
as nuvens seguiram ao vento
sem sorrir, sem chover
como se ninguém tivesse percebido
que aquela noite tinha
sido longa demais..
e eu,...
olhava no relógio
tentanto encontrar uma explicação.
de todos os dias
[só hoje...
eu parei pra pensar.
tarde demais...
eu poderia te perder
te esquecer no tempo,
mas não ontem...
um dia tão curto
seria o suficiente...
afinal onde eu deixei minha sensatez?
hoje já não faz sentido lembrar
eu parti e já não tenho a mesma idade
mesmo que...
as horas voltem ao lugar
...

agora procuro nos escombros
algo que me lembre você
uma foto, aquela tarde...
era segunda dezesseis
você me convenceu subir
e eu nunca achei
que olhar lá de cima
fosse tão lindo...
você merecia tudo
mas escolheu voar.
a noite chegou
clara, com a lua feliz,
mas dormiu calada,
sem dizer adeus...
e o velho farol que seguia
no mesmo compasso
guiava os barcos
pra beira do cais,
que ainda está lá
sozinho como o por do sol
que nunca mais foi tão lindo
depois das asas do teu voou...
escrevi nosso nome na arvore
do bosque que secou no verão
onde as folhas caladas adubam
tentanto sobreviver
os galhos que quebram o silêncio...
o banco ainda sobrevive
sozinho de uma noite sem você e eu
e mesmo a companhia dos pássaros
que semeiam as ervas
que brotam na noite e secam no dia
não o deixam feliz
porque ainda está lá
gravado com a chave...
Por uma dessas ruas ouvindo música
me embalo em pequenas ondas
do rio perdido nas falhas
e sinto o vento bobo
brincando com as folhas
do "cacual" do sítio...
queimadas no fogo
dos maiores angulos...
moleques de sandalhas nas mãos
correm mais rápidos...
e esquecem dos riscos
que não formam desenhos
de cor...

Sol na janela da sala de casa
no fundo relembro
e tento entender...
?
as fotos parecem tão reais
mas ainda escondem o que senti[rei]...
e eu que pensei
que o tempo poderia mudar...
somente as pétalas morreram
enterradas na poeira de casa...
;
te acordo de tarde
lá fora o vento é caminho aberto
sem preocupação...
nao tenho mais que ficar
só não sei se ainda quero voltar...

Crepúsculo em Goiânia
a noite me esconde
mas eu quebro o silencio da madrugada
e as palavras gritam sem lei
no reencontro...
do que nã existe mais...
...

Páginas da minha agenda
apago e risco palavras
o vento no rosto da crianca
na frente do ventilador
a escada a todo alcance.
o risco tem cheiro doce
e gosto amargo...
vinho seco no paladar,...
nada mais cotidiano
que os medos que venço
todos os dias...
prefiro o paradoxo
e o abstrato...
"terei chegado ao poema?"
nao! vomito palavras...

Teto do meu quarto
ás vezes parece sonho demais
e quem sabe?...
ás vezes vocë some e...
quando eu menos espero
é voce de novo...
me dizendo que nao morreu
em vão? e quem sabe?
sempre será impossível enquanto niguém tentar
tua voz meiga,
eu também tenho medo e te ligo
pra saber se ainda estás ai...
eu também começo cartas
e não termino com receio de te mandar...
...
Reticências...
Escola onde estudei entre 2001 e 2004
eu te ouço melhor do lado direito
porque as tuas palavras voltam a ser criança
segurando tranquilas a minha mão
é verdade, ás vezes não sabemos porque ás lágrimas vem
tristeza? Não...
É aquilo que sentimos ao descer as escadas
da escola do segundo grau...
quando não encontramos respostas
no final do dia
o amanhecer é sempre um bom motivo
eu tento esquecer o que sempre está aqui
mas não dá,...
eu te acho nos poemas que eu perdi
e te perco no cotidiano que eu achei
e quando pensamos no final
a tua voz...
que me faz bem mesmo no silêncio
chora e depois sorrir...
porque o amanhã é o que importa

Lua, vista da casa do meu irmão.
Noite...
O vento traz meus pedaços
e mesmo agora,
quando tudo parece tranqüilo
eu sinto meu medo pedindo desculpas...
pra que eu não possa acordar na madrugada
quando a janela abrir e fechar
e as cortinas dançarem
no borrifo da chuva,...
o cansaço...
mais motivos jogados no chão
o sol...
eu acordo tranqüilo
e remonto os motivos
pra que tudo, mais uma vez...
faça todo sentido!...
Ele vem nas tardes de sol...
e nas manhãs frias,
ele está na atenção dos idosos
e na estupidez dos meninos
ele pinta as cores dos montes
e desbota as dores dos loucos...
ele está na poeira dos móveis
e no cheiro do amor...
ele está no grito da morte,
e no sorriso da vida...
ele está nos Detalhes de tudo,...

Cerca construída em torno de uma construção
Próximo a minha atual residência
Torço pra que as folhas
não sejam jogadas para o lado
e tudo que um dia foi vida
não descanse na beira do labirinto
tire a noite para fazer todas as suas perguntas
e durma...
porque de manhã tudo vai ser confuso novamente
e no meio de tudo...
há tantos que ainda sentem medo
e se escondem calados
...
sobreviventes do naufrágio
das lágrimas dos órfãos,...
pra quem tem um sonho...
não lhe resta tempo pra dormir
porque entre as brechas da parede
há sempre teias escondidas...
e tudo na tarde é sempre o que restou
...
dos passos no cotidiano nunca procuro respostas
porque tudo isso também é página de um livro
e de cada letra e de cada canção
só encontro o teu sorriso
...
eu não procuro perfeição
os detalhes já me fazem todo sentido
ver todo esse alvoroço
é tédio e seus disfarces
...
mais um dia...
o ônibus parte sem me dar tempo de ver
mais um dia...
e as coisas que deviam morrer
renascem com força maior
volto a criar escapes
me defendo do vendo frio
me defendo das folhas afiadas
e das pedras...
mas no fim de tudo
eu volto pro meu canto
e aqui eu sou eu mesmo
e mais ninguém...
num mundo...
onde eu posso tocar as lembranças,
e o tempo é mais um detalhe,...
quando as águas parecem tranquilas
o vento vem e quebra o espelho
os meus sonhos fazem todo sentido
a realidade é muito mais cruel
porque você sabe que não está de olhos fechados
eu não consigo entender porque
e isso tudo dói ainda mais
a noite vem, o dia amanhece....
mas a noite continua...
desculpe se não são as palavras que você queria ler
também não são as que eu queria escrever
é que o sentimento nem sempre é discreto
as letras apenas se juntam....
as flores no jardim parecem mortas,...
Durante a volta da cidade de Caldas Novas - GO
by Valder Jr - Meu irmão
o que dizer..?
quando as palavras estão confusas?
o que dizer,
quando tudo parece distante?
e as horas se perdem do tempo?
e os olhos se enxem de lágrimas?
o que dizer!?
quando os momentos batem na porta de casa...?
um embrulho... um presente...
saudade...
o que dizer!?
quando a saudade te dá as mãos?
e a unica companhia...
das tuas lágrimas é o horizonte?
e a única barreira é a distância...?
o que dizer!?
digo que saudade é valor
e amizade é amor...
digo que o tempo é momento
e distância é detalhe...

Crepúsculo na volta de Caldas Novas - GO
os meus sonhos acordam cedo
na água fria...
olham o relógio
e veêm que o tempo sempre está
adiantado...
os meus sonhos se vestem rápidos
e nem tomam café da manhã...
porque se ficarem mais um pouco
acabam perdendo o ônibus das sete...
isso mesmo,...
os meus sonhos também pegam ônibus
e dobram a esquina correndo...
mas,... os meus sonhos também param,
e ás vezes sentam...na calçada...
olham os carros, escrevem um poema,
ouvem ou cantam uma canção...
mas sabem,...
o tempo e nem nós podemos parar!
e assim os meus sonhos seguem,
todos os dias... e todas as tardes,
e todas as noites...
olham para o horizonte
isso, os meus sonhos veem o sol nascer
e quando se poem sabem
que mais um dia se foi...
e mesmo que estejam cançados e sem forças
eles também sabem...
amanhã há um amanhecer
e tudo será novo,...
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