Escape


Escuto o arrastar dos chinelos...

Me ajude na cor da camisa de hoje

que a dúvida já não me deixa escolher

Assobia o menino,
o assobio que escutou de seu avô.
Mesmo tudo parecendo calmaria
Ele não para os pés.

Folhas caem...

Verde claro, verde, escuro, amarelo... caem

Escuto o arrastar das sandálias...


Folhas arrastadas com a terra,

é estrada pro menino brincar

Cajueiros, anajás...

Quanto tempo faz?

Conto os dias pra voltar

E não volta.

Corre o menino

Com as sandálias nas mãos
E mergulha como essência
que dilui nas águas pretas do igarapé...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h34
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O que é a Poesia?

Alguém me pergunta
Mas o que é a poesia?
A poesia...

Paro,
Fito o elevador cansado
E começo a pensar...

Deito e giro o mundo.
Por uns segundos,
Todos os pés estão no ar.

O vento brinca o beijo,
A flor.
O tempo rima o silêncio
A cor.

Então fico...
Escuto...
Passos calmos das sandálias
O mundo volta a girar

Meu olhar acompanha a calma
Passam lembranças
da mãe, do pai
Das tardes...
Rio

Verso e esqueço a rima
E a poesia?
Bem... ela brinca,
Prende o ar pra que o fôlego seja forte

Respiro e volto a pensar
Bem, A poesia...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h04
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O tempo vem correndo
Mas eu caminho e levo meus molhos

O Amor é calor quando o frio cobre a cidade
Esquenta a poesia, a música, a arte

Paro e continuo a girar
Pedalo meus pensamentos pelas brechas que restam

Carros e mentes engarrafadas
Prata, ouro
Latas...

Pinturas precisam de retoque
Casas descascam a massa
quando o tempo passa

Olho fito à frente
não posso parar



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h09
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Inspiro fundo e ainda parece pouco ar.
Expiro e volto a inspirar.
Vontade de mergulhar
Nas águas do Igarapé Preto.
Fechar os olhos e submergir por alguns segundos...
Vontade de andar descalço pelas areias daquele lugar.
Tomar benção, conversar, relembrar primeiros passos.
Vontade de abraçar e sentir um beijo frágil de minha mãe no peito.
De recostar minha impaciência nas palavras calmas do meu pai.
Expiro e volto a inspirar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h55
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Novembrotar a esperança

Bem-te-vis na espinha da antena

escondem...

Pensamentos preferem os cantos...


De Novo Vem Brotando o medo

silêncio dilacerado

O céu pendura nuvens pesadas

                               [talhos que sangram...

Se a corda arrebenta,

o mundo afunda,

afoga a aurora, o pôr...

Há ânsia de gritos e desespero

A dor do dessossego desatina

Assusta, rasga e risca a cor

O arrimo da rima se parte

Desaba a ponte, o porto,

os passos... A tarde

Os pingos escorrem

Dissolvem a tinta

o cinza, o fosco

separam as juntas

espera, junta

o tempo tenta

o choro esquenta

Lembra?

Novembrotar a Esperança

 

(Ao meu amigo Johnatan Willow pelas lembranças de novembro)



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h33
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Depois de uma tarde

Quente e cinza de Agosto,

Dia de faxina nos céus.

Alguém tirou as nuvens

Para lavar.

 

Agora é madrugada e

Na rua pacata das luzes cansadas,

Dançamos e sorrimos

Um poema que a lua

Inspirou num luar.

 

Amar!

Ele versa o seu abraço,

Ele rima o nosso olhar.

Ele diz sobre o que é belo

Ele fala sobre “A”...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h23
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Distância

Distância

O coração não consegue entender.

Sabe que existe

Por causa do compasso que muda

As curvas, as rimas...

O céu, o verde, o poema, o papel...

Muda o clima

A chuva, as lágrimas, o chão...

Não muda a direção.

 

Distância,

O coração não consegue entender.

Sabe que existe

Porque sente...

Viu...

Sentiu...

Vê...

Nascer Saudade.

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h30
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Enquanto há e, antes que não...

Ande com paciência,

Antes que haja pressa demais;


Aqueça-se,

Enquanto há cobertor e

Antes que tudo se esfrie;


Chore,

Enquanto há fonte e

Antes que todos os corações

Transformem-se em pedras;


Grite,

Enquanto há quem possa ouvir;

E mesmo que te chamem de louco,

Sorria, pois ainda há quem

Celebre a alegria...


Espere,

Enquanto há quem venha te buscar e

Antes que todos esqueçam...


Sonhe,

Antes que precise pagar;


Cante,

Enquanto há letra,

Enquanto há harmonia,

Enquanto exista a melodia...


Dance,

Enquanto há rítmo.


Brinque, fique sério,

Suba, caia, levante, chegue, desça,

Perca, ganhe, seja o segundo, o terceiro...

Não deixe de amar...


Ainda há tempo para celebrarmos o amor,

Enquanto há amor para celebrarmos a vida

que ainda Há.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h08
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Não cruze seus braços

A M E



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h12
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Vidalegria

Viva a Alegria...


Alegria de ir ou ficar.

Alegria de abraçar

Quando a saudade sufoca.

Alegria que há na dor

[Sim, na dor...

Quando uma parte se foi

E a outra ficou.


Alegria na força do Amor,

No choro da alma,

No frio quando calor.


Alegria das chuvas

Em tardes quentes

Das mentes da gente

Que faz o mundo girar.


Viva a Alegria do inverno

Quando chega a primavera.

Alegria das ruas vazias

Das cheias, de gente, de águas

Que nos fazem lembrar, pensar...

[Em tanta coisa submersa...

Espinhos e caminhos que sangram

[Nossa mente,

Que vive a tristeza que a Alegria

Ás vezes precisa guardar.


Viva a Alegria do agora

Quando o futuro brotar.

Alegria da madrugada

Quando D’alva brilhar


Alegria das horas

Quando os segundos e minutos

Continuam a passar


Alegria da vida que continua

Quando tudo diz pra parar.

Viva a Alegria

Viva Alegria

Seja Alegria.

Vidalegria.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h00
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O que queremos pra nossa vida, está totalmente relacionado ao que podemos fazer pela vida de outros.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h57
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Não acho necessária, nem proveitosa, a pressa.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h31
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Minuto teimoso

 

 

Tava na hora

desse minuto passar

e chegar a hora

de te ver.

 

Mas esse minuto não passa.

Ele é que nem menino

que quer ser grande

antes da hora.

 

E nessa, ele é mesmo teimoso

e demora mais

do que devia demorar.

E vai lá

dizendo pro menino

que é bom esperar.

 

Porque o Sr. Tempo

promove quem persiste

em esperar.

 

E assim,

aquele menino minuto

insiste em ficar sem passar.

 

E espera o tempo que dá

pra ficar...

Ali...

Parado...

Esperando...

O tempo passar...

Ainda passar...

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h46
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Todos os dias

de tardezinha

ou de manhã cedo,

ele desce os degraus

da escada do porto.

 

Lá está ele sentado

na cabeceira do trapiche.

Quem é?

O que será ele tá fazendo?

 

Sei lá...

 

Será pra ver

a maré subir e descer?

Ouvir o barulho

do barranco caindo?

 

Não sei...

 

Tá de frente

aquela vara infincada

que dança na subida

[d'água.

 

Lá vem o barco...

 

Ah! O barco

nem encosta mais.

Ele nunca vai...

Ele não acena,

ele não grita.

Só fica lá sentado

balançando a perna

que nem um abestado.

 

Não tem medo de cair?

Aquele trapiche

já tem tábua podre.

De tanto menino pular

foi soltando as tábuas

do esteio.

Não adianta nem falar.

Aqueles atentados não param.

 

Levantou...

Pode prestar atenção

amanhã é de novo....



Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h25
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Parte em partes.
Pedaços do dia.
O sol esquenta
até as mentes frias.

Ainda assim visto preto.
Luto ás vezes vivo.
Ás vezes, pouco importa.
Muito escorre o suor.

E a tarde para
quando não quero.
E continua correndo
quando fico.

Ameaça chover,
mas não cedo.
Por mim que venha tarde.
Eu não vejo.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h06
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lágrimas
e a conversa ao lado
também é para mim
caladas só eu posso sentir
meu céu inundando
com essa chuva de inverno
além do que eu pedi
bem longe de chegar o verão
que está ao contrário da maré
e no sentido da fé
que rema...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h53
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Solidão

 

Ela veio de novo

com passos lentos

pra eu não perceber

e aceitar voltar ao abismo de onde saí.

Me fez assistir a vida invertida

e ficar só

como em qualquer despedida

a dor de sentir

é difícil explicar

é difícil ver sair

até que chegue o dia

e aceite a partida

a noite é eterna...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h53
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Sobre o nosso amor

E esse sentido

Pode ser que o vento indique

E o sol brilhe sua direção.

Antes do anoitecer

Caminharemos até encontrarmos.

Seja então, minha companhia

nesses passos...

Meu silêncio esquecido

Eu posso deixar para depois.

Enquanto você estiver aqui

Eu não preciso mais dele.

Não só como antes

Já somos uma canção

pra cantarmos sem nos preocupar

E ao tempo que tanto perguntou

Ficam nossas repostas...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h34
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Eu sempre acreditei

estar para sempre aqui...

Apenas eu te olhar

e você logo entender.

E antes daquela gota molhar o chão

Você a secava

com uma voz de cobertor

Pra eu sorrir

E eu sorria,

e seguia...

 

Mas onde você está agora?

Tudo isso dói demais

E eu me esforço

Pra esquecer,

mas não está tão perto que eu possa tocar

Eu nem consigo tocar

Não consigo tocar...

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 13h23
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Na escada da

terceira portaria

por onde o vento

não consegue passar

e alguns desatentos

ás vezes insistem em sentar

eu tento escrever um poema

pra escapar...

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h36
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Como o tempo que não volta

amar podemos ir

porque ele passa depressa

e deixa a falta

do mar quando não há...

quando volto pra casa

ou quando acordo.

Domingo quando sigo confuso

e o meu mundo para

pra esperar a chuva passar

Há mar

seus olhos, os meus

se enchem de lágrimas

quando cai a chuva

sinto falta de ar...

 

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h31
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Nas conversas que se vão

na tua voz distante

e ás vezes calada

Eu fico...

E no silêncio

escuto ecoar a minha tristeza

caminhando nesse mundo

que eu tento girar.

Quando não há mais amor

o teto desaba

e a noite é longa,

acordado e sem sono.

Eu tento,

respiro.

Espero voltar...

uma carta,

pensamentos,

uma música que eu ouça

sua voz mesmo calada

a distância não pode apagar.

 

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h28
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Pegar um ônibus.

Vazio na capital.

É um bom sinal

para sentar.

 

Ler o artigo.

Poemas passando pela janela.

Pedaços de nuvens.

O redor da lua.

 

Vão e vem com a chuva.

Se escondem

quando não há luar.

Escapam palavras que confundem.

 

Esse mundo gira

em curvas dentro de mim.

Carrega pálpebras pesadas

que já não consigo segurar.

 

Fecham e abrem.

Assustadas com o que diz o poeta.

Entendem e deixam-me cochilar

como estrofes cansadas.

 

Noite, noite, no - i -te.

 

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h19
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Me faz lembrar

por onde passei...

Vento que nunca

me deixa desistir.

 

Me ensina

a respirar e voar

na sua liberdade:

O caminho até chegar a Ti...

 

Refresca as muitas tardes

e alegra minhas manhãs

com o sorriso do sol...

E quando...

 

Eu abrir os olhos,

ainda ouça as águas

e sinta o céu

abrigar os meus pés,

 

Distantes do frio...

 

 



Escrito por Valdoílo Damasceno às 17h54
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Quero voltar àquele lugarzinho no tempo

Pra deixar uma carta para mim.

Ali onde eu parei pra pensar

Nos meus primeiros passos.

Ali onde eu decidi te amar

E não pensar em mais nada

Além de você...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h41
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Lá fora o dia chora
E parece sentir
O que acontece aqui dentro
O céu escondeu-se
O sol não quis brilhar
Chove fino sobre os velhos telhados
E o silêncio escorre frio
E cai sobre as calçadas
Molhando o poeta
Que sentado faz
A rima incompleta
De um poema que não quer terminar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h46
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Até onde chegaremos
Indo tão longe assim?
O que conseguiremos ver
Do alto de nossa própria roda gigante?



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h40
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E chegou o ponteiro
Onde um dia teria que chegar
Continua cansado
Mas sem parar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h37
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Outro dia,
Algo tão comum assim
Noites quentes como as manhãs enfim
Teu sorriso,
Um abrigo mesmo aqui.
Abro a porta,
Já é hora de partir.
E dos teus olhos a força que me fez seguir
Além desses muros que choram
Cegas lágrimas num disfarce de sorrisos sem amor
Outro dia,
Algo tão comum assim
Noites quentes,
Onde estás enfim?
Teu sorriso já não está aqui
Abro a porta,
Para onde devo ir?
Ás vezes é tarde demais acabou.
Não há mais como voltar atrás
E tudo aquilo que você conquistou
Ficou jogado.
E no peito a dor
De ter pedido a força e o amor.
De está sozinho
E não saber como continuar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h35
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Eu não a conheço mais
Nunca conheci
Senti meu coração batendo forte
Pareceu medo...
Eu fui um estranho em pé na calçada
Um alguém sem nome
E sem saber o que fazer.
E o trem partiu
E eu não sorri mais
Não cantei, não sonhei,
Não a vi,
Não escrevi...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h30
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Em circulo,
Molha a grama
E a calçada quente
De uma tarde de setembro
Sem esperança...
Me deixa tonto.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h27
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Que impaciência é essa que me corrói?
Não me deixa espaço
E me faz voltar no tempo
Como se os anos fossem dias
E os teus lábios fossem meus.
As minhas palavras...
Tudo o que eu falo não me pertence mais
Meus pensamentos, meus sonhos...
O castelo dos meus sonhos
Que pareceu desabar
Ainda é miragem no meu mundo
E tão real
Que abro a porta
E entro novamente em casa...
No meu quatro
Há livros e poemas espalhados.
Lençóis desarrumados...
E o sol entra pela janela
É hora de acordar
Mas eu me perdi hoje
Das horas e do lugar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h20
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Onde está o meu bem
Que ouve canções de amor
E que guarda rascunhos de mim?
Onde está você,
Que me faz companhia
E quase sempre sorri
Das coisas que eu digo?
Onde está os seus olhos
Que ás vezes molhados
Me imploram um pouquinho de mim?
Onde está a melodia da canção
Que um dia eu fiz para ti?
E então chega o sol,
Faz chuva e luar
E nada encontra você.
Onde estão suas mãos
Que seguravam as minhas
Enquanto eu dormia?
Onde está a poesia
Com rima, com brilho?
Já deixou de existir...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h27
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Descobri que não sou um ator
E que a vida não é mais um
Desses palcos e um refletor
Atrás de um mundo
Escondendo lágrimas e dor...
De repente uma flor
Não quis se abrir,
De repente o meu dia escureceu
De repente você
Não está mais aqui...
Encoste a porta
E não deixe ninguém entrar
Me dê um momento do seu amor
Já não consigo mais agüentar
Tanto tempo longe assim...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h51
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Por onde você anda?

Tenho sentido tanto sua falta.

As nossas conversas

Ainda estão aqui

Ecoando nas paredes por toda casa.

 

Abra a porta meu bem...

 

Todas as vezes que abro a porta

Eu sinto o teu cheiro

E ouço você sorrir.

 

Há crianças sorrindo...

 

Querida,

Tente entender minhas atitudes,

Mesmo que elas não façam sentido algum.

A minha intenção não foi errar,

Mas sempre ter você aqui.

 

O que foi meu bem?

 

Agora tudo virou de cabeça pra baixo

E eu me sinto perdido

Sem você do meu lado...

 

Quando eu te encontrar

Quero te abraçar

E começar um mundo novo

 

Abra a porta meu bem

Há crianças sorrindo...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h45
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Saudade de setembro

Eu sinto saudade das flores de setembro,

Outubro,

Vem já noite.

Acordo na madrugada

E não há cor,

Não há primavera...

Tudo escureceu.

E ela...

A vida continua nua

Tão fria como a rua

Molhada lá fora...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30
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A tempestade e o dia

 

A tempestade apontou no horizonte

Seguindo o caminho das lágrimas.

Correu pra casa e fechou as janelas

E o mundo inundou,

A luz acabou.

Sem saber onde há porta,

Ficou parado esperando a chuva passar

Mas ela não passou...

E ficou a noite toda

Ouvindo o frio

E o medo cantando uma canção.

Contando os segundos para chegar o dia

E chegou a hora

Mas ele também não apareceu.

E elas começaram a cansar,

Um ponteiro de cada vez

Pareceu parar...

Afogados...

Dando seus últimos suspiros

Na esperança de um dia chegar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30
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*Capa de um cd, acho que do Staind.

 

Eu queria voltar lá

Porque todos parecem tristes

Quando chegam aqui.

O passageiro de onde partiu,

A folha que caiu em uma tarde de setembro,

Flores de uma primavera,

Voam como O minuto atrás...

Calor seco e sem palavras

Que refresquem a alma.

Porque foi ao mar,...

                   [O vento,

No mar do silêncio,

Escutar batidas leves

De uma velha canção

Que sempre canta

Pra ninguém ouvir...

Já ele, insiste em tocar,

                          [seguir...

E ouve histórias...

Meninos, adultos,...

   [Agora crianças,

Cantando saudade...

Coisa que ninguém consegue entender

Nem mesmo explicar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h08
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Leio o poema sem palavras... você entende?



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h18
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[música]

 

Lá vai o sol

E a tarde...

Só a saudade há.

Lá vem a noite

e na verdade...

 

Eu sei, sim eu sei

Que aqui e além do horizonte.

Tu estás a acalmar

E abrigar o meu descanso.

 

Vou caminhando

e na cidade

todos sãs sempre vão

e estão procurando a verdade

um sentido, o caminho...

e na verdade...

 

Eu sei, sim eu sei

Que o meu Deus, o meu rei

É o meu consolo...

Toda lágrima,

E a falta que há em mim...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h14
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Hoje eu entendo...

Teu sorriso, a tua voz...

E o que antes eu não entendia.

Hoje eu entendo...

As palavras que saiam sem pensar

E o desejo de ficar perto.

Hoje eu entendo,

Que pensar em você

É como vento suave na flor,

E ela sorri...

E ele leva o seu cheiro,

Brincando com a distância,

Detalhe que ele nem percebe...

Resta, ás vezes, esperar, e...

A aurora vem,

Fazendo meu mundo brilhar.

Acordando os meus sonhos

E me ensinando a lutar...

Lado a lado com você

Amor...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h12
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[música]

 

Tudo o que faço

Não faz sentido algum.

Todos os planos,

Meus sonhos de um futuro.

Todo tesouro que juntei até aqui.

Toda minha vida

Tentando Te encontrar...

 

Não vos preocupeis com o que terás

                             [daqui a mil anos...

Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã,

Pois amanhã...

Pertence a Deus.

 

Olhe pro céu

A ave em um voou.

Vede os campos,

Lírios a crescer

E a rosa já brotou.

 

Acaso Deus não cuida...

Pra que o voou seja mais alto?

Acaso os lírios não crescem mais?

Acaso a rosa não brotou?



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h49
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Eu tento rabiscar um poema

Mas não há espaço,

E nem palavras...

Não há rima e nem compasso.

Não há tempo

E não há nada...

Tudo se escondeu.

Na tentativa de achar,

A tinta secou por esperar...

Por um verso incompleto,

Um verso perdido...

Onde eu deixei?

Em casa, na infância?

Numa tarde, num domingo?

Em lembranças,...?

Abandonado no lado de dentro

                   [da porta de casa?

Meio amargo, forte, fraco,

        [esquecido...

Como uma gota de café

Escorrendo da garrafa...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h42
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Ao lado pulsa dor

Zunidos na madrugada

É o meu mundo

Guardado com um velho

                   [cadeado...

Prestes a romper,

Todos os dias...

Nas horas e

Nas coisas mais sensatas.

Estou rompendo as paredes

Jogando tudo o que não quero mais

Saindo desta órbita

Regressando ao centro...

Acordar para me encontrar

                       [no tempo...

Traçar um novo caminho

Criar um recomeço

E me sentir em mim

E não tão distante

Como agora...

Enfim.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h45
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Eu paro e espero o sinal abrir

Continuo a direita

Ou a esquerda do caos

E a minha paciência...

Me segue como um filho

Segurando a mão de um pai.

Converso comigo mesmo

E esqueço das palavras

Que eu pedi pra guardar.

E ainda me ensino coisas

Que eu nem sei usar.

E quando...

Ás vezes ela solta da minha mão

E corre brincando e sorrindo

Com o vento e as folhas lá fora

Que não param no lugar.

Eu me desespero mas,

Logo encontro calma.

Ela é só uma criança

Querendo brincar

Com o vento...

Deixando as coisas fora do lugar....



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h36
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A você que se encontra sozinho

A você que me surpreende

Em uma noite de domingo

Daquela que decidi não sair

Tão longe...

Fui apenas à praça perto de casa

Pra respirar fundo

A você, que me faz pensar

Já ter esquecido de uma amizade

A você que também me lembra

Que é impossível vê-la morrer

A você que liga só pra me deixar feliz

A você que me conta sonhos bobos

E que também acredita nos meus

A você que tão diferente de mim

Sabe a medida certa de me completar

A você que quase não tem palavras

E quando tem não sabe como usá-las

E que não se importa tanto

Com essa ausência

Mesmo porque,

Prefere não me deixar falar

E isso me lembra a calmaria

Ela existe...

Conseguimos escutar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h50
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Tudo bem...

Descanse os pulmões

E respire mais fundo

Antes de continuar...

Insista em mais uma tentativa

Mas nunca pare de lutar.

Em frente acabamos percebendo

Que quando tudo passa,

Tudo ainda faz falta...

 

Então tentamos entender,

Mas nada

É tão óbvio assim...

 

Então tentamos esquecer,

Mas nada

É tão fácil assim...

 

Confie,...

Explodir não traz respostas.

Experimente!

Há sempre uma mesa perto de você,

Uma parede...

Não adianta!

 

Lágrimas à noite,

Gritos mortos no lençol,

Cordas penduradas de um varal

Sorrisos,...

Como pássaros secando no sol.

 

Entenda

Não há como entender

Pense

Não há como pensar

Sinta

Só há como sentir

Mas não há como explicar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h51
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Preciso de uma hora

Ter duas para mim é demasia

O ócio me faz mal

Te olhar nos olhos

É como ler no escuro

Você não me diz nada

E eu continuo tentando

Palavras cruzadas

Com perguntas sem bússola

E você me diz

Que ainda é cedo

Como se eu não sentisse

                  [o tempo passar...

E ele passa...

Levando de mim tudo

Menos lembranças

Que são pesadas demais.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h07
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Não tente agradar as pedras

Se as águas lhe cobrem...

Mesmo que você tente explicar aos reis,

Que os servos também reinam,

Eles nunca aceitarão.

Assim como os servos,

Que nunca entenderão

O reinado de alguns reis que também serviram.

Poucos menores entenderão

Que são tão grandes quanto os maiores.

Exceção os maiores,

Que saberão ser grandes,

Sendo os menores.

Alguns sem saber

São os herdeiros da verdade.

Outros bem querem,

Mas vencem a vida com mentiras.

Mentindo a idade, mentindo lealdade,

Mentem a bondade,...

A alegria com falsidade...

Mentem e acabam esquecendo

De contar ao tempo

E tudo é em vão

E vão...

Correndo como crianças

Tropeçando com taças de vinho nas mãos.

Barquinhos de papel

Na correnteza da chuva sempre vão

E não voltam mais...

Enquanto uns choram a morte,

Outros morem para viver.

Enquanto uns tentam a sorte

Outros lutam para vencer.

Três e mais um jovem

Lutaram pela liberdade sem asas

Pelo voou sem pouso...

Quatro e mais um jovem

Voaram e esqueceram de voltar

E aos que ficam...

Cinco e mais um jovem

Sempre ficam

E nunca entendem

Por não querer entender...

Que vidro quando quebra

E papel quando molha e rasga

Não há quem os emende...

Vida... Que a ida sem apreender

Não volta pra despedida...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h56
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Decidi postar algo totalmente diferente do que costumo. Espero que gostem. E por incentivo, rsss, não deixem de comentar.

 

Um dia de garçom: Criando e Quebrando Protocolos.

Não faça isso com as taças, elas custam caro.

 

            É! Eu passei por essa experiência.

            Bem. Muitos perguntaram: Como foi? Eu disse: Como tantas outras situações e momentos, há aqueles que não conseguimos expressar ou explicar. Ou seja, só há como você saber, sentindo.  Portanto, assim que puder, Sinta. Seja o seu próprio conhecimento e sirva de experiência para você mesmo.

            Mas àquelas que conseguimos expressar. Vou compartilhar um pouco dessa experiência, das percepções, dos sentidos, situações... Enfim.

            A primeira: Está de gravata preta, calça preta, cinto preto, ou seja, traje social, melhor, uniforme de garçom, não significa necessariamente está de sapato preto. Um tênis não fará diferença pros outros. Somente pra você. Eles dificilmente observarão esse detalhe. Você entenderá bem do que estou falando quando chegar ao final da festa. Seus pés lhe explicarão melhor.

            A Segunda: devemos sempre servir pela direita e retirar pela esquerda. É, eu sei! E quase todos já sabem disso também. Quase todos! Porque eu não sabia.

            Mas entenda uma coisa. Em uma mesa lotada, onde caberiam quatro cadeiras e que agora possuem sete, abrirão espaço pra você, na maioria das vezes, pela esquerda. Pra eles não importa. Eles querem tomar algo. Então sirva.

            Aí está a terceira. O que servi? Bem. Quando você está com água, querem coca-cola, quando você leva coca-cola, perguntam se não tem água. Certo. Eu levei os dois em uma única bandeja. Então perguntaram se não tinha guaraná. Tudo bem. Não é sua culpa se a maioria não sabe o que quer. Ah! Não é sua culpa também se, H20 e H2OH são palavras homófonas. Sirva. Eles saberão o que você quis dizer quando beberem.

            Um conselho pra você mesmo. Eu sei. Você estará ali para trabalhar. Mas ninguém irá perceber também, se você se diverte enquanto faz isso. Pode ter certeza, a noite passará muito mais rápida.

            Então, se houver música cante, se houver algo engraçado sorria. E mesmo que acabe o refrigerante também sorria, tem sempre água.

            Mas haverá uma hora em que ninguém irá querer beber nada. Essa é a hora de servir o jantar.

            Uma particularidade. No jantar em que eu fui, era um desses que formam filas e o garçom é quem serve. E sobre a fila? Bem. Pense comigo. Na fila só há brasileiros. Brasileiros não desistem nunca. Você terá certeza disso. Porque sempre haverá fila enquanto houver comida.

            Então chegará um momento que será necessário informar que o arroz acabou. Sério! Acabou mesmo! Alguém dará a notícia. Calma, fique tranqüilo. Porque só será necessário informar para o primeiro da fila.

            Acredite. Em pouco tempo a notícia irá correr e quando chegar ao final dela, todos entenderão que, além do arroz, também acabou o estrogonofe, a salada, a batata...

            Tudo bem. Haverá alguns resmungando, mesmo de barriga cheia. Sabe! Mulher grávida? Pois é, agumas dirão:

            _ Se o meu filho nascer com cara de arroz, a culpa será sua!

            Não carregue esse peso sobre você. O filho puxará o pai e a mãe.

            Mas continuemos. Desculpe-me, perdi a conta. Não tem importância.

            Todos sentados e de repente, aquela fila se formando novamente. Que bom! Pelo menos nessa hora você irá lembrar-se de mim. Mas não crie pânico. É que a sobremesa está sobre a mesa. Que bom se for sorvete, principalmente se for de um único sabor ou dois no máximo Porque nesse caso, aquele conselho de que a fila só acabará quando a comida acabar, não vale. Acredite! Eu sei, são brasileiros. Mas não há como comer tanto sorvete de um único sabor como sobremesa. Mas você poderá tirar uma outra conclusão: todos jantaram bem.

            Não posso me prolongar tanto, porque senão você poderá concluir, antes que eu afirme. Tudo isso demora muito e a festa acabará. E você terá que continuar lá. Entende? Para lavar os pratos, as taças, os talheres, as bandejas... Um conselho pra quem organiza: Se no início da festa houver dez garçons, conte somente com três para o final dela. Isso mesmo. Qual a lógica? Não parei pra pensar nisso. Bem! Você pode subtrair setenta por cento do total de garçons. O restante é o que estará com você até o final. rssss

            Tudo bem. Vamos para o final, já estou me sentindo cansado de lhe servir de experiência. Então entenda. A parte boa é que você jantou antes que todos e não foi necessário esperar numa fila pra isso. Além disso, sobre a mesa da cozinha haverá, além de água, coca-cola, guaraná, suco... e sobremesa, mas por favor, sirva-se.

            Um detalhe. Só haverá ônibus rodando novamente, à partir das cinco da manhã.

            Eu sei, você já entendeu.

 

 

 

            fike na Paz!

 

 

 

 

(Mateus 20:28) - "...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."



Escrito por Valdoílo Damasceno às 03h40
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Olá! Algumas fotos no blog estavam sem história. Então decidi adicionar suas devidas legendas.

Algumas ainda não possuem, mas estou trabalhando para isso.

Espero que gostem. Não deixe de comentar!

Fike na Paz!



Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h37
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Elas lutam um mar

Para estar aqui...

Entre Cáspio e Galiléia

Seguem caminhos sem trilhas.

Guiadas por ventos sem rosas.

Juntas por vidas inteiras.

Por um beijo só...

Navegam noites em si

Como Khazar...

Mas o sol vem

E o calor leva sonhos

Que sobem até caírem,

Voltando perdidas em brisas finas...

Para oceanos sem lar

Mais próximas do sonho de criança

Quando, soando canções de ninar

nas areias da praia

Elas conseguirem dormir

e novamente sonhar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 15h23
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no Zoológico de Goiânia

às vezes não se está preso.

 

 

Agora ela não existe mais

Até que a madrugada chegue.

Ontem nossas conversas caminhavam

E ela parecia sorrir baixinho

Quando minhas palavras passavam.

A cidade pesadelo

Sozinha no frio da noite...

Um copo de café

Fumaças e brasas

Acessas e apagadas...

O ar sem oxigênio

Enchendo os pulmões de caos

E a mente de alívio momentâneo

Numa única noite de companhia

Das muitas sem sono

Hoje pudemos conversar

Ao invés de tentar dormir.

Até que ele chegasse

Conversamos...

Caráter, um livro antigo.

Em segredo nas nossas catedrais...

Conversamos até o sono bater na porta

Mesmo que as palavras insistissem em brincar

Chegou à hora de voltar

É sempre chegada à hora

De voltar à anormalidade...

À porta não era ninguém...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h05
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 Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

 

 

 

Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol...

Hoje é tudo novo

Recordo o que ainda é sonho

E sonho o que ainda ficou...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h51
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Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA

Km 11

 

 

 

Não desisto e canto.

Ouço você dormir

Até que você tranqüila...

[acorde...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h47
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Escola onde estudei até os 9 anos.

Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

 

É difícil esquecer o tempo

E a vida já chora em mim...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h45
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Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA

Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.

 

 

Seguiremos assim

Enquanto houver amor

Pintando sonhos em aquarela.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h44
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Durante a viagem à casa do meu avô.

Em cima de um barco - Rio Tocantins.

 

 

Podemos sorrir o inverno

E inventar neve no verão

Houve quem nunca ficou

E quem nunca partiu...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h43
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Uma eterna amizade.

Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA

 

 

Andei até onde pude chegar

E de repente,

Há quem converse comigo.

Há quem lembre de tudo...

Até que nem tudo mudou...

sigo



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h41
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Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.

 

 

 

Tudo voltou assim

E eu não soube o que fazer

As palavras... As palavras...

Como encontrar?



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h38
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Casa onde morei até os 9 anos de idade

Transcametá (Br 422) Km 132 - PA

 

 

 

Os livros, os cadernos e até o pó...

Estão nos mesmos lugares

As fotos, o passado...

Ficam na estante

Eu não consigo tirá-los...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h38
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Em casa volto a ser criança...

 

Sonhei te ver descer as escadas

Mas o tempo me venceu.

Por enquanto...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h35
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Crianças que moram na Rodovia Transcametá (BR 422).

Intrafegável durante o Inverno.

 

 

Mas há sorrisos verdadeiros

E lágrimas de bondade.

Há força nos olhares,

E sonhos em tinta fresca...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h33
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Espelho d'água. Rio Tocantins - PA

 

 

 

Há coisas que mudaram.

Há mundos novos.

E muitos deixaram de lado

O azul do céu.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h31
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Alvorada no lado da UHE Tucuruí - PA 

 

 

 

Hoje eu acordei a alvorada

Fiz barulho e os pássaros voaram

Águas no céu, nuvens...

Como cordas, elas marcaram o céu.

Cortina do sol que acordou

Com meus olhos o olhando.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h29
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tudo muda
tudo se confunde, ilude...
nas luzes da cidade
não há luar...
caminhando pro outro lado
numa noite calada
sem sombras...
venta frio na orla do cais
serena finos traços e gotas
palavras e pensamentos...
a cidade tentando dormir
e eu fico em silêncio
pra que ela não acorde no meio da noite
ela soluça e caminha
e não consegue.
tenta...

e me faz companhia
nas conversas de um olhar e lágrimas
é quase dia e precisamos continuar
eu acordo e ela enfim consegue dormir
...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h28
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Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA

 

um banco em frente
                  [à escola
nunca vazio
simples banquinho
onde se encontram
e passam histórias...
por lá a minha também
                       [passou

todos agora distantes
nem pensam mais em ti
mas... novos virão
e um dia, quem sabe!?
eu ainda te encontre ali
esperando o futuro
descer as escadas...

simples banquinho
quase sempre feliz
deixo aqui meu carinho
com nossas conversas
a tua paciência
também me ensinou...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h27
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 A casa...

de uma infância inesquecível.

 

 

 

É hora de acordar!

a hora se passou
e ninguém para abrir os olhos
de quem pensou estar seguro...
lá fora arrisca cair
aquela chuva de ontem
e até hoje, ninguém
para acordar o sol
ninguém para lavar o céu
levar abrigo...
agasalho do frio.

lágrimas começam a chuviscar...
o medo venta forte
destrói caminhos sinceros, frágeis...

Alguém caminha lá fora
em busca de um lugar
para passar a noite
mas ninguém pode ajudar
quando nunca viu o sol...

alguém bate na porta
- Vá embora, aqui não há lugar!

E eu rabisco poemas
sob o brilho fosco
palavras... um vidro quebrado
e parte da cidade ás escuras

janelas entre abertas
casas vazias,
onde mora o silêncio?

não o deixe acordar
nem avise a hora
feche bem as janelas,
tranque as portas...
não o deixe entrar,
apague a luz da lamparina
deixe-o passar...
ouça... o vento passar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h11
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Há como subir aos céus...

 

 

Preciso de uns versos

Um pouco só...

Pra deixar tudo de lado

E escapar da tempestade

Sem correr.

 

Pra esperar sua vontade

Me deitar nas frases

Fechar os olhos e voar alto

Porque nem tudo é como eu quero

E é difícil sentir isso.

 

Mas você me ensina a sobreviver

Ao breve não,

E a nuvem que atrapalha os meus olhos

Vou contigo pra um lugar mais alto

Olhar numa outra direção.

 

Entender o passado

Enfrentar o presente

E buscar o teu futuro.

 

Você me responde

Me ensina a crescer

Aprendo com teus obstáculos

Te escuto e sigo em versos...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h45
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Margem esquerda do Rio Tocantins na Cidade de Tucuruí

 Numa manhã e tarde de nuvens e sol

 

Dê-me suas mãos

Caminharemos juntos

Pela cidade das minhas saudades

Veremos o pôr do sol

Esperaremos o luar chegar

Sentados no final da rua

De frente pro rio...

Onde muitas vezes fiquei só

Vendo a lua beijar as águas

Contaremos nossos sonhos

E seremos um só...

Dê-me os pensamentos

Que sempre guardou

E guarde os sentimentos que te dou.

Sussurre sua música

Quero fechar os olhos

Ouvir tua voz, sentir teus lábios

Ouça os meus versos e sorria pra mim

Algumas palavras só farão sentido aqui...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h45
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Meus pés sobre o barco sobre as águas...

 

Ontem a noite era você

E lembramos do que ainda ficou.

Foi bom ouvir você sorrindo

Saber que agora irá sobreviver.

Eu também estou mais forte

Desde quando perdi o sono,

Hoje já consigo dormir.

Mas ficamos acordados

E você me disse o que eu já sei:

Não podemos explicar

Porque o vento não sopra

Apenas para o Norte.

Não conseguimos deixar de lado

E o tempo não é tão senhor assim

Ele parece brincar conosco

E nós ainda sorrimos

Precisamos continuar

Hoje já conseguimos sonhar

Além de nós...

Afinal há você e eu

Ás vezes tudo parece tão lindo

Mas caio em mim e não é tanto assim

Ainda prefiro meu lugar em casa

Seu sorriso me esperando ás onze

E o tempo correndo como criança

Brincando enquanto nos espera...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h15
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 O céu é o meu limite...

 

 

O mundo confunde

Gira num universo de vidro

Frágeis vidas...

Escondem o grito atrás de um sorriso

 

Seguem as águas...

Longe da areia nascem castelos

Onde brotam sementes

Há cor e alegria...

 

No jardim pousam as aves

Beijam as flores

Saúdam o perfume

E voam...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h31
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Meu irmão

16

Não há mentiras pra contar
Há verdades pra sentir
Direções pra seguir
Encontros marcados
Um lugar pra repousar.
Contando os sois a sós
Deleito à noite pra ter fôlego
Durmo sonhando ouvir a porta abrir
Imaginando teu acordar
Ver-te sorrir vai ser eterno
É ter nos teus olhos a certeza
Do cuidado sem fim
Sem tempo...
Tem pouso o teu amor
Tem som de ninar
Que ouço antes que amanheça
Há manhã na tua noite
Acordo seguindo
Ouvindo tua canção
Sonhando um dia voltar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h16
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Theral

 

maio

ele sempre soube
que precisava procurar
começou pelo seu quarto
não faltou nenhum lugar
no guarda-roupas,
onde guardou uma caixa com coisas antigas
encontrou cartas, um livro perdido
fotos de amigos quando ainda eram meninos.
relógios com ponteiros parados...
seus pais continuaram calados
porque só ele poderia encontrar.

continuou num armário
na sala.. gaveta por gaveta
provas, poemas esquecidos
canetas, grampos...
canto por canto ele procurou
em todos os lugares
lembranças de maio...
não conseguiu encontrar.

saiu. talvez alguma loja.
Pensou! Nelas encontramos tudo!
foi difícil explicar,
mas deixaram-no ali,
prateleira por prateleira
vitrine por vitrine
em todos os balcões
em cada seção, roupas, carteiras,
de todas as maneiras
e mais uma vez saiu frustrado.

não desistiu, andou por várias ruas
ninguém podia ajudar
mas enquanto era dia,
ainda podia continuar.
de repente caído no meio rua
ou esquecido num banco qualquer
ele precisava encontrar...

de todos os meses,
só faltavam as lembranças de maio
ele não tinha como voltar
continuou procurando
lembrou que escrever ajudava a lembrar
acabou se perdendo com tantos poemas
não soube voltar.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h34
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Viagem à Caldas Novas - GO

 

o vento sopra contrário,
mas eu sigo
quero flutuar nos teus céus
de volta ao lugar de onde
nunca sai...
me vejo no teu sorriso
nas tuas lágrimas de alegria
sinto o teu cuidado
posso tocar o teu abraço...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h18
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Garoto brinca com as águas dos chafarizes em Caldas Novas

 

a página rasgada do livro

das palavras perdidas no vento

do litoral das águas que não voltam

mas deixam marcas na areia

a chave perdida

da porta encostada

de quem saiu

com lágrimas caladas...

e que só choram no silêncio

depois da curva...a distância.

com ela somos sempre

crianças sem balanço

esperando alguém nos buscar.

doentes sem cura

no calor sem sombra,

sobram lembranças

que sempre vão ficar

sorrisos e alegria

aventuras e poesia

distância...

como seria você

sem nossas histórias?

não sobreviveria

em horas monótonas...

não saberia o caminho

de casa e nem porque voltar.

não cantaria

e nem teria motivos pra continuar

lendo esse livro sem páginas...

maldita e temida saudade

me embalo pra continuar voando

e vivendo longe de ti

um dia, quem sabe?

me contento com um abraço

de olhos fechados

nos teus braços

e logo acordar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h49
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O pêndulo na parede

O tempo no passado

A poeira fina sobre os móveis em casa

A segurança e a incerteza dos meus passos

Na larga varanda...

 

Ouço, o sino ecoa

Mais uma badalada

Soou eu sentado na calçada

Deitado no banco do quintal de casa

Á sombra da mangueira

Que balança seus galhos

Quando o vento passa...

 

Seca a folha cai tranqüila,

Seguindo seu destino

Sempre calada e

Sobre a tinta desbotada

Das minhas palavras

Eu escrevo

Nas folhas velhas de um caderno.

Sobre as tardes de sol

Sobre as chuvas caindo perto da noite

Sobre o ponteiro do tempo

E as folhas que amanhecem molhadas.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h50
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 Rio Tocantins no Pará

 

 

Dê-me asas para um voou mais alto

Eu me acostumei a não está sempre aqui

Sinto o céu quando fecho os meus olhos

Sinto-me flutuar e ouço o som da orquestra cantar...

Lágrimas não mais de tristeza

Tua alegria me contagia

A noite chega, mas logo é dia e...

O Senhor renova minhas forças

Até que volte

Estarei aqui,

Sentindo o céu

Lutando na guerra...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h57
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Ela tinha que lutar

Sobreviver mais um dia...

Esconder-se não adianta

Quando nós mesmos nos procuramos.

Ela tentou entender suas atitudes

Mas tudo foi em vão.

Permaneceu deitada

Sem acreditar nas marcas de sangue

Sem sentir as mãos e as pernas

Nem a vontade de correr...

Mais um dia em que o sol não brilhou

E todos os seus desejos estirados...

Apenas marcas vermelhas

E a sensação de que era tarde demais

E ela se viu brincando, balançando...

Viu-se sorrindo, mas se sentiu morrendo.

Arrepender-se foi só o que ainda deu tempo...

 

E ela se viu brincando, balançando...

Viu-se sorrindo...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h50
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 Acapamento em 2008

 

as coisas realmente mudaram

agora percebo

que realmente somos vulneráveis

sempre fomos...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h50
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Seu primeiro dia de aula

 

 

Sugiro um bom motivo

Pra deixar tudo de lado

Sugiro respirar bem fundo

Antes de dizer adeus!

Toda liberdade tem seu preço

Pague caro, mas seja livre

Assim que puder...

Escolha as melhores músicas

Alguns livros e siga,...

Siga em frente...

Mas desvie sempre que necessário.

Corra e ande sem se preocupar com o tempo

Ame sem esperar um momento

No amor qualquer momento é ideal...

Mas...

E quando estiver cansado?

Sente-se pra vê os sóbrios passarem

Lê-los vai ser engraçado

Suas verdades terminam

Nas próprias calçadas...

Suas mentiras dormem nos seus braços...

Fingindo inocência,...

Gritam suas ignorâncias,

Sorriem suas maldades.

Disfarçam seus medos,

Se enganam com máscaras...

Mas durma,uma música ou o livro...

Invente, crie, faça o mundo girar...

Role de tanto ri,...

E quando estiver bem

Siga em frente...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h11
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 Praça Cívica,

meu avô lá atraz.

 

 

vou e voou...

sobre os teus passos

nas tuas asas...

consigo te ver além...

 

no novo ano dos velhos humanos

eu consigo te encontrar

todos os dias

na minha força

na minha natureza,

que eu nunca sei controlar!

 

eu preciso de um momento sozinho

ouvindo apenas as batidas do meu coração e

você é a voz e as minhas palavras

no silêncio das lágrimas...

na distância e na saudade!

na perda...

e na ausência da essência...

 

na tarde eu vejo a chuva cair

e sempre paro pra pensar...

nos que vão, nos que ficam

nos que esperam...

 

para onde as águas seguem,

será que há um novo sol,

e novas nuvens?...

 

minhas dúvidas são sempre

razão para continuar contigo

porque do teu lado

eu sempre encontro sentido...

escudo para os meus próprios erros

corragem para os meus próprios medos...

 

continuo tranquilo enquanto a chuva passa

movido pela música

tradução do meu espírito

e sentimento...

eu caminho passo a passo

seguindo as marcas

das águas de um estreito rio...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h03
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"Os meus pés estão no chão

e a cabeça nas alturas...".

Resgate

 

 

os desvios cruzam meu caminho

tento entender as marcas

do que foi jogado no chão

não consigo,...

passo sem encontrar respostas

passo, discordo, suporto

sacrifícios para tudo,

de tudo eu tento seguir sem desviar

talvez você ouça meu grito

em silêncio na noite

no silêncio da noite

olho nos olhos mas não há

respostas...

Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h03
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 Papel, Cordas e Rosas em preto e branco

fim de ano. Virada 2007 - 2008

 

 

eu já não consigo esquecer

fiz de tudo para não cair novamente...

tudo sempre parece ser distante

como se esquece qualquer tempo?

você fica em mim

sem eu perceber

invade meu sono

na ponta dos pés

sem fazer barulho

e os meus sonhos que não planejei...

sem saída eu preciso

esquecer...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h04
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Um grande homem

 

 

 

eu te desapontei

e vi as lágrimas nos teus olhos

você abaixou a cabeça...

mas não disse nada.

eu não deveria ter errado

mas cai no erro que julguei

vítima das minhas palavras

eu sei que não devo ficar aqui

você nunca me abandonou

mas as mãos que eu sempre segurei

eu não sinto mais...

vítima das minhas palavras

me deixei aqui

um mínuto no meu mundo

agora eu sinto quem realmente sou

olhando nos meus olhos

eu entendo o teu abraço

olhando nos meus olhos

eu sinto o teu amor

eu te vejo nos meus olhos

uma lágrima...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 12h02
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 2007

 

hoje eu sei que posso ír mais longe
mesmo distante eu te sinto
no meu ar, flutuando e rompendo
as barreiras...
eu fecho os meus olhos
e te vejo subindo as escadas
sorrindo um sorriso
de menina...
brincando com a chuva
misturadas com as lágrimas
no vidro da janela em casa...
e você não desiste de tentar
porque ainda podemos ir mais longe
mas, nunca mais distantes...
vou subir o mais alto que conseguir
vou sentir a liberdade
pulsar nos meus caminhos
vou subir e te encontrar
dançaremos sozinhos,
e sentiremos a verdadeira liberdade...
o sol ficará em nossas mentes
pra nunca mais se por.



Escrito por Valdoílo Damasceno às 21h58
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A loucura finge que tudo isso é normal... Eu finjo ter paciência...

 

(recorte de uma música)



Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h11
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Final do ano 2007

 

 

a cidade ficou pequena


o sol desapareu na fumaça


e eu caminho e esqueço do


calor dessas ruas...


pequenas que cabem


em um único verso...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 14h07
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Descanço

 

 

nem sempre tão calmo

calmaria se tivesse você

que disse não gritar

quando a parte me dividisse

em tudo sensato

quando perdesse o tato

sentiria o teu gosto

amargo no paladar...

pensar se seria

deixaria de ser

existiria sem ter

teria...

sem nada saber

tão certo...

tudo incerto sem você

me conto poemas cortados

corto contos e histórias

perdidos pelo quarto

sem tato sem paladar

nem boatos nem fim...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h02
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 Sobre faixas

 

a vida é assim

desse jeito

nesse tom, sem som ás vezes

sem cor, bem colorido

um ponto, reticências...

uma virgula que não pauso,

não paro

, sem final ainda

é cedo, acordo

caminho, sorrindo

cantando, tentando sobre viver

vivendo, aprendendo sem saber

sei que sigo,

movido tranqüilo...

assim é a vida, com lágrimas

molhado na chuva, de tarde

a noite, eu durmo

me cubro, com medo

assim...

a vida, movida

sensível, marcada

dura, pesada...

me calo, sem voz

sem tom, sem som

sem ser tão bom ou ruim

divido, reparto

histórias, traçados

pedaços, cortados, quebrados

espalhados...

a vida, assim,

ventando, no frio

estação, que acorda e dorme sem mim

em fim, a vida

sempre bem vinda

feliz ou triste

sempre vi vida...

...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h13
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Meu brother,

companheiro das horas incertas... Atemporal

 

 

nem um plano para começar

apenas alguns simples acordes,

algumas horas que esquecíamos,...

 

acreditar que tudo é possível,

não faz mal a ninguém...

 

viajávamos,...

um violão, algumas palavras,

muitos sonhos, uma nova música...

sentados na calçada, das conversas...

sem hora, sem medo, sem preocupação.

esquecer ou lembrar, tanto faz...

tantos planos que até hoje não entendo.

porque não...

um ponto sem final.

 

distante, relembro o que ficou,

nas horas e nos acordes

num tempo sem erro...

porque os meus, ou os seus...

tudo acontecia assim,

como crianças brincando

tocando a fé que nunca morreu,

nem se abalou,

eu é que me fiz escudo...

e me machuquei demais,

o mundo dali sempre foi mais lindo,

a nossa parte foi uma gota no deserto,...

... e sempre ficam as perguntas sem respostas,

Mas eu sei, alguma coisa ficou,

Brincando com as palavras,

Tentando ver que tudo é diferente,

Diferente do que meus olhos vêem,

A gota no deserto...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h33
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 Meu dedo de camisa

Fim de ano 2007 para 2008.

 

 

 

hoje foi uma tarde vazia

nenhum telefonema, nem um pensamento

nem uma musica me completou

hoje o tempo passou seco

como o vento na tarde

hoje a poeira secou minha garganta

e eu não pude falar nada

nenhum livro, nem um sorriso

só pode entender quem esteve sozinho

e tão distante quanto eu...

hoje nenhum poema,

nem um dia, nem eu e nem você

sozinho, vazio...

hoje não existiu

hoje já não lembro mais

só passou, sem marcas, sem passos

sem nada...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h00
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um poema pra distrair

mais um momento que tento

mas não consigo te esquecer

quebrei o meu pacto

e agora estou aqui

te busco como escape dessa

noite feliz...

seus disfaces, meus sentidos

te encontrei numa tarde

de domingo é domingo

e te tenho aqui...

só não consigo ficar

e me distraio com um poema

de uma noite,...

eu só preciso de um minuto com você

pra que eu entenda mais uma vez

que é impossível te esquecer...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h06
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Flutuando

 

 

hoje me distraio...

e em momentos me perco

de mim já não há pensamentos

de ti eu escuto o sopro suave

do vento que desvia

dos carros lá fora e

aqui há sossego

eu vivo tudo,

único [...]

não me pergunto nada

perguntas não me deixam existir

existo perdido nos versos

que seguem calados

respirando o mesmo ar

escutando, sentindo o mesmo som

da janela de casa

...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 23h39
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Espontâneo

 

 

os muros do império caíram

E todos correm para

Mais longe dali...

Aquela brisa fina

Virou lama e pó

O ar não consegue mais ficar

O vento calou-se

Embaixo dos escombros

E Eu sussurro o desespero

Por não te encontrar

Cego,

         [...] não vejo mais nada!

Mesmo tão perto de mim

Só ouço sussurros

E a fúria da poeira

Que se esconde no fino véu

Agora reconstroem...

Com lágrimas de ódio e

Regam as sementes que

Caíram na beira do caminho

Em terra fértil...

Brotam e morem quando

Os tanques de guerra passam

E eu estou à margem tentando te encontrar

[...]



Escrito por Valdoílo Damasceno às 09h02
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Relógio de 1,99 sobre o Livro

O país dos ponteiros desencontrados de Flávio Moreira

 

 

é...

mais uma vez

mais um poema

perdido quando a luz se apagou

sabe,...

aqueles que mesmo

que eu tente,

não consigo lembrar!?

agora não adianta mais salvar

a cada palavra..

não reclamo,...

foi o que cada poeta moderno escolheu

o risco do melhor poema desaparecer

e agora eu tento te encontrar

em fagulhas do pensamento

nas migalhas do tempo...

relembrar o que outrora fora perfeito

só lembro de ter te citado

diraugi, sem o i...

mesmo que eu tente

não relembro os versos perdidos

mas o que vale são os versos

que sobrevivem no tempo

como as tuas palavras...

afirmando o teste do verdadeiro poeta

e eu sobrevivo...

deixo o relógio sobre a mesa

do pc sem pilha...

humilhado sem saber pra onde seguir

o tempo é meu escravo

e mesmo que tente

ele não consegue se mover

nenhum segundo...

a música como sempre toca

agora num compasso atemporal

continuarei tentando lembrar

dos teus versos

o tempo parou sobre a mesa

dos livros...

mas não para de tentar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 08h51
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Patio do Cefet-GO

 

 

me sinto bem,

mesmo quando você pede silêncio

te ouvindo eu viajo na canção

e esqueço de tudo

que outrora foi caos...

não há cartas para jogar

não há medo e nem perigo

te seguir é caminho seguro.

como vento sem prisões

ou barreiras para liberdade...

te seguir é garoto segurando

a mão do pai,

correndo tranquilo

seguindo a linha que guia

o voou da pipa no céu,...

sorrindo o brilho

da menina dos teus olhos

eu vou e nao quero parar

não me deixe parar,

nunca me deixe parar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h19
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Tudo esta como o velho ventilador no teto

listas de sombras traduzidas em

sossego e esquecimento

e quando lembro,

é tarde, eu ainda tenho que acordar

mas aquele ruído do seu giro

me deixa tonto,

mesmo acordado,

ele gira sem parar...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 17h33
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 Um grande homem: meu avô!

 

 

o ponteiro calado

não quis confessar,

que tudo foi culpa do atraso,

ele perdeu-se da hora...

e ela que sempre foi pontual

escondeu-se atraz do sol

que disfarçou,...

mas também não disse nada

as nuvens seguiram ao vento

sem sorrir, sem chover

como se ninguém tivesse percebido

que aquela noite tinha

sido longa demais..

e eu,...

olhava no relógio

tentanto encontrar uma explicação.

de todos os dias

            [só hoje...

eu parei pra pensar.

tarde demais...

eu poderia te perder

te esquecer no tempo,

mas não ontem...

um dia tão curto

seria o suficiente...

afinal onde eu deixei minha sensatez?

hoje já não faz sentido lembrar

eu parti e já não tenho a mesma idade

mesmo que...

as horas voltem ao lugar

...



Escrito por Valdoílo Damasceno às 18h37
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